BREVE ORAÇÃO RAPARIGUEIRA
a teus pés, toda hora, todo devoto que se preze, feitio de oração, pezinhos 36, 37, 38, conforme confiro aqui gravado em lito no cimento fresco da calçada, conforme machucado aqui no meu peito quando me pisavas com raiva e desejo, “seu coiso, não vês que te quero”... Começo a beijar pelo solo pátrio, nem que o chão esteja quente como no Crato, como em Teresina, onde o papa João Paulo II foi fazer aquela graça e queimou a língua, donzela bela que inspira a lira, a loa e a larica, meu docinho de coco aliterado no último, meu quebra-queixo, minha tapioca com nata, minha carne de sol dormida no leite, minha manteiga de garrafa, minha nega, contigo me derreto como no nosso último tango do agreste.
Escrito por xico sá às 18h17
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O MOVIMENTO É SEXY
a chuva passou e já já, 20h30 por delante, tem lançamento do número 13 da revista mininas, na mercearia são pedro[r.rodésia 34,vila madalena, 3815 7200]. Sim, San Pablo, hoje mesmo, terça-feira, 04/12, véspera de pagamento para as avis raras q têm carteira assinada. Isso mesmo, uma revista só de raparigas em flor, proustianismo das alterosas q se espalha velozmente aqui e alhures amém. Inté logo mais. Para os que sofrem da vieja angústia da informacion, é so matar a ansiedade aqui, ó: www.mininas.com.br
Escrito por xico sá às 17h49
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UM CAUBÓI NO ESPAÇO
“mira, num pido mucho, solamente tu mano, teneria como um sapito que duerme asi contento.”
(veja, não peço muito, apenas tua mão, tê-la como um sapinho que dorme assim satisfeito).
miro cortazar na coyote, a revista, regalo do amigo losnak, q gente fina, grande abraço, viejo, mira, mina, o avião treme, o teste da turbulência, regresso de londrina, londrix, no céu, no céu, no céu, é na turbulência, como eu ia te dizeno, é na turbulência que um ex-acrófobo de nascença se descobre um destemido, mira, yo soy fernão brega gaivota, mira, mina, a turbulência hierarquiza as perdições de um corazón ou estarei viajando uma vez mais entre nuvens de doces algodo~es?
é na turbulência que se sabe das coisas, é donde as afinidades eletivas grudam como nossas costelas em noites-araldite, o avião treme, play again, beatles, i wanna hold your hand... bis! repete mil vezes o estribilho clichetoso do amor e da suerte.
Escrito por xico sá às 20h00
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