o carapuceiro



HISTÓRIAS DE AMOR ME ARRANCAM LÁGRIMAS, CABRÓN

Nos anos 80, no Recife, inaugurei um serviço especial de “poemas de amor sob encomenda”, que eu apelidei carinhosamente de “Miss Corações Solitários”, como no livro de Nathanael West, que acabara de ler. Marketing da necessidade de um escriba só o couro e o osso, que olhava a sua própria sombra magra e tinha medo. A estratégia foi um sucesso. Depois de um anúncio nos classificados do “Diário de Pernambuco”, eu não dava mais conta dos pedidos e passei a terceirizar sonetos e acrósticos, tarefa fácil na terra de Manuel Bandeira, Joaquim Cardozo, Alberto da Cunha Melo, João Cabral, Carlos Pena Filho...

 Ajudei a começar romances, reatar namoros, dar esperanças, iludir “boyzinhas”, parabenizar amadas, encorajar amantes, suspirar viúvos, incendiar mancebos e reacender o fogo de lindas afilhadas de Balzac.

 A felicidade não se compra, como já nos avisou o cinema, mas que amealhei algumas patacas, amealhei. Aquele quarto coletivo de pensão num velho sótao da Barão de São Borja tremeu! 

 Recife virou uma festa, melhor do que a Paris de Hemingway.

O motivo dessa croniqueta, no entanto, não é o de ficar apenas mascando o chiclete da nostalgia e do pobrismo. Nada disso. O motivo é de arrepiar. E se chama Marina Cavalcante. Pernambucana de Olinda, hoje habitante do bairro de São Matheus, na zona leste de São Paulo, tinha 20 anos quando me encomendou uma prosa-poética para o namorado.

Agora com 39, viu este mal-assombro que vos escreve no programa de TV do Lobão e do Tas _o “Saca-Rolha”, que passa no canal 21 de SP_ e me procurou para contar a sua história. “Ele, Roberto, achava que eu o traia, por isso pedi o poema sobre a minha fidelidade, pra fazer ele chorar, lembra?” ela pergunta. Claro que não recordo. Eram tantos casos. O poeta Jaci Bezerra, velho amigo e testemunha ocular da história, que o diga.

E aí, conta logo, menina: “Ele, Roberto, acreditou em mim, vivemos um lindo amor por cinco anos, o amor da minha vida, por isso a minha felicidade de achar o sr. na televisão, pra agradecer, tanto tempo depois”.

Homem que é homem chora bonito, chora mais alto. Não me contive com o episódio. Marina casou com outro cabrón aqui em São Paulo, hoje está separada, e diz que não esquece o motivo daquele velho texto. Bela história a dela. Deu até vontade de retomar as encomendas, as costuras para fora, hoje restritas ao gutenberguismo de jornais e revistas.

 Bom saber que a minha melopéia punk-brega comoveu até um macho à moda antiga, mas do tipo que ainda manda flores, caso do grande amor de Marina. É, velho amigo platônico Kurt Vonnegut, como no seu repetitivo mantra de "Matadouro 5", COISAS DA VIDA.



Escrito por xico sá às 22h38
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CINE DELÍRIO APRESENTA:

Num traveling maluco da paudurescência matinal minha câmera fixou-se em você. Você mesma, sim, você ai de vermelho, sua orelha não coçou, menina?, se liga! Num traveling havia percorrido, câmera velozzzzzz da porra, o bairro, a dama do cachorrinho, as coxas das noites anteriores, o olhar vesgo de Laika perdida no espaço, miss Soledad suada numa pista, os peitos naquele táxi, as pegadas depois dos conhaques, a musa do expresso Oriente... Até que a câmera fixou o obscuro objeto de desejo, você dizia “somos muito amigos, Xico”, eu dizia, na minha pose de ator treinado no Actor´s Stúdios do Crato: vamos estragar essa amizade!



Escrito por xico sá às 23h37
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O LAR DOCE LAR DE UM MACHO-JURUBEBA

Noves fora o “homem de predinho antigo”, aquela criatura que adora um pé-direito alto, um sofá de época e uma luz indireta, o macho solteiro é um desastre no capítulo decoração. Tem lá o seu sofá velho, a sua tv, uma cama barulhenta, três ou quatro panelas _sem cabo_ encarvoadas pelas minas germinais do tempo, e copos de requeijão, muitos copos de requeijão, alguns deles ainda com um pedaço do papel do rótulo. Se brincar, o cara coleciona também os velhos copos de geléia de mocotó, um primor de utensílio “vintage”, vixe!, TENDÊEEEENNNCIA!!! 

E quando a fofa, toda fina e fresca, nova namorada, nova qualquer-coisa, chega lá no “muquifo”  com a sua garrafa de champanhe?! Procura, procura as taças, para fazer uma graça com o marmanjo, as borbulhas de amor se desmancham no ar antes da efervescência...

 O jeito é beber Veuve Cliquot em copo de extrato de tomate. Quem mandou apaixonar-se por um macho-jurubeba autêntico, que vem a ser justamente o avesso do metrossexual, aquele mancebo da moda que se lambuza de creminhos da Lancôme e decora o loft, sim, ele mora num loft ou algo do gênero, de acordo com as tendências da revista “Wallpaper”, argh!!!

“Uó-o-qué, rapaz, seje homi”, diria meu amigo Rinaldo, pai de uma deliciosa cria da sua costela, lá no sítio Acauã, de Chã Grande, agreste do Pernambuco mais pernambucano e mais para dentro. 

Pior é quando ela tenta mudar tudo. E põe aquele seu quadro caríssimo e de grife numa sala que não tem nem mesmo um sofá que preste!

 Um desastre.

A fofa, toda metida a besta, não desiste nunca. Ai presenteia o bofe _sim, ela está doida e perdidinha pelo cabrón!_ com uma batedeira prateada ultramoderna com 600 funções, que nunca será usada nem pra juntar uma gema com uma clara. Ai fica aquela batedeira high-tech fazendo companhia aos três pratos chinfrins e aos garfos tortos _como se o Uri Geller, aquele parapsicólogo que aparecia no “Fantástico” das antigas, tivesse jantado por lá ou feito faxina na área.

Ela começa a revirar geral, um deus-nos-acuda, numa casa onde ninguém havia mudado, caro Lirioboy,  sequer uma planta de lugar, vê se pode!?. O reino vegetal, aliás, é outro ponto fraco do macho solteiro. Jarros, flores? Nem de plástico.   

Na casa do homem solteiro típico, a utilidade triunfa sobre a estética. O cúmulo do utilitarismo. Sofá da tia-avó vira cama, como diz a minha amiga D., co-autora dessa crônica.  A cama vira sofá, a rede vira sofá e cobertor, o cobertor vira cortina preso à persiana...

A falta de cortina é outra marca registrada do desmantelo do cavaleiro solitário. Quando muito, papel-filme.

 Abajur? De jeito maneira. Tosco no último, ele não tem cultura de luz indireta, nem nunca terá, esqueça.

Outro traço de personalidade do macho solteiro: tudo que chega até a cozinha vira tupperware _aquelas embalagens plásticas de lasanha comprada pronta, caixinha de entrega de comida chinesa ou japonesa, potes de sorvete...

Melhor assim do que as frescuras do ex da minha amiga D., a mesma rapariga acima citada. Ela entrou na casa dele e logo ouviu a advertência, em altos brados: “Não pisa de salto no meu carpete de madeira!”

“Nooooosssssa!,” arreganharia a bocarra o velho Costinha, se vivo fosse. Vilgi, oxeeeeeee, vôte, eita!



Escrito por xico sá às 00h28
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DESCIDA AOS SUBTERRÂNEOS DE BABEL

As separações nos levam vinis e livros e isso é lindo, de alguma forma ficamos lá sob agulhas que nos tocam como boleros e sob os olhos da ex que nos lerá nas suas entrelinhas; os amigos não nos devolvem nossos livros, e isso é melhor ainda, pois  os amigos são para toda a vida, os amigos podem levar nossa estante inteira, é bom que os livros andem, passeiem, se desmanchem, copulem com outros volumes, sintam o gozo masoquista com outras traças desconhecidas; igualmente lindo é quando reencontramos esses coisos que já passaram pelos nossos sentidos e olhos; parecem mulheres ou grandes amigos que não vemos há tempos, que bom, me dá um beijo, como vai você, a vida tem lhe tratado bem, o que tem feito?

 

Numa visita que fiz ontem aos subterrâneos de babel, tive um alumbramento desses atrás do outro; logo de cara dei com “Prosa do Observatório”, Cortázar, e dele mesmo, mais adiante, amassei, como quem amassa uma antiga namorada, “Orientação dos Gatos”... E haja aqueles livrinhos da coleção “Cantadas Literárias”, sabe “Porcos com Asas”, aquela delícia de putaria e política? Da mesma Brasiliense, que nos alumbrou tanto nos 80, catei com gosto “Mulheres”, do velho Bukovski, enquanto “Luna Caliente”, do Mempo Giardinelli, da Olho da Rua/LPM, já dançava nas minhas lentes verdes...

 

Que lindo estrago, um gozo atrás do outro, paudurescência livresca da porra, e nessa pisada “Os Subterrâneos” do caminhante Kerouac, Boris Vian vem simbora, Lobo Antunes!, que classe, “Lua na Sarjeta”, vixe, “Patuléia”, afe!, e até Tchinguiz Aitmátov, com sua “a mais bela história de amor do mundo” _Louis Aragon foi quem disse... “A Ilha no Espaço” de Osman Lins, O Buda de Borges e Cesário Verde aos montes... Carpentier, Carpentier, Carpentier como aeróbica para o meu pobre corpinho barroco... e R. L. Stevenson só pra lembrar que continuo bem moço.

 

[aviso aos caminhantes: os subterrâneos de babel, ou Galeria dos Livros, é o sebo que fica ali na passagem da Consolação, na frente do Belas Artes, sob os cuidados de Silas e Adriano, mestres do ramo]



Escrito por xico sá às 11h31
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