o carapuceiro



A ARTE DE PEDIR*

         Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir.

Como elas pedem gostoso, como elas são boas nisso. Resistir, quem há de?

Um simples “posso pegar essa cadeira, moço?” vira um épico. É o jeito de pedir, o ritmo da interrogação, a certeza de um “sim” estampado na covinha do sorriso.

Pede que eu dou. Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo. Estou pedindo: pede!

Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis. Não me pede nada simples, faz favor, please. Já que vai pedir, que peça alto. Você merece, uma mulher como essa não tem preço.

Um concerto de Iggy Pop, bem longe? Te levo.

Amor sincero? Fácil, fácil.

Fidelidade? Acabo de criar o seu exclusivo cartão de milhagem.

Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses. Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, 12 vezes sem juros, no pré-datado, no cheque sem fundos.

Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim no braço..., são lindamente barulhentos.

Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.

Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos. “Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?”

Flores de helicóptero? Como na filosofia do pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!

Pede, benzinho, pede tudo.

Que eu largue a boemia, pare de beber e me regenere???

Pede, minha nega, que o amor tudo pode.

Mesmo as que têm mais poder de posse que todos nós não escapa de um belo pedido.

Com estas, as mais poderosas, tem ainda mais graça. Elas pedem só por esporte ou fetiche, o que não lhes comprometem a pose e muito menos a independência futebol clube.Não é questão de poder ou dinheiro. O que importa é o pedido em si, o romantismo que há guardado no ato.

Eu lhe peço: me pede.

Não pede mimos baratos, pede atenção, por exemplo, essa mercadoria tão cara ao mundo das moças. Pede, amorzinho, pede gostoso, sou o senhor das tuas demandas. [* crônica republicada a pedidos]



Escrito por xico sá às 20h21
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NO ESCURO DO PONTO FUTURO

a nova tatuagem vingada no lençol como xilogravura de nódoas, o sanguinho novo, Arnaldo Baptista na dor carnaúba do vinil na agulha, eu vou voltar pra Cantareira, a linda poça no taco, brincamos mas no fundo marcas... isso é arte, la fura dels baus, catalúnias & arrecifes & cratos, la fúria dels baus... e o futuro é a casca de banana de sempre no escuro do quarto do amor que é sempre cego mesmo no mó-claro, amo teus erres rrrrrrrrrrrr paulistanos que roem como um rato a roupa que encobre o desejo do rei de roma e de todos os nossos palíndromos, bifrentes e anacíclicos, socorram-me, sarytas, que já estou para lá do Marrocos, pisando em falso na estréia dos novos óculos multifocais que ensinam ao corpo uma nova pegada, um neo-braile para mais um último tango no chão vazio e escuro da sala.



Escrito por xico sá às 12h17
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COMO ELIMINAR UM AMANTE

O leitor aflito me escreve. Quer ajuda, conselhos, alguma filosofia de consolação, ombro, ouvidos... Invoco a Miss Corações Solitários que costuma fazer morada nesta pobre caveira envelhecida em barris de bálsamo.

Não posso deixá-lo a mascar o jiló do abandono. Está desconsolado, como o Sizenando de Rubem Braga, que viu a amada cair nos braços de um playboy. Um idiota que não sabia sequer uma palavra de esperanto.

A vida é triste, Sizenando, como soprou-lhe o cronista.

Com Amaro, chamemos assim o nosso ensaio de Bentinho, não foi diferente.

Quis o destino parafusar-lhe objetos pontiagudos à testa.

Sim, ela tem um amante. Daqueles amantes que se encontram à tarde, num intervalo qualquer, no recreio da vida chata.

Nem foi preciso contratar o detive particular, conta-me o nosso Amaro. Ele mesmo fez as vezes de cão farejador de sua própria desgraça.

Que fazer?, indaga, num email no qual até a arroba bóia em poças de lágrimas.

 Mato o desgraçado?

Tiro a vida da desalmada?

 Vou-me embora pra Tegucigalpa?

 Salto mortal da ponte Buarque de Macedo?

Um trágico, esse rapaz. Como os de antigamente. Amaro é do tempo em que os homens coravam. Ainda tenho vergonha na cara, envaidece-se o próprio.

Sossega, Amaro.

O melhor que fazes, respondi ao marido em fúria, é sumir por uns dias, inventar uma viagem, e dar todo tempo do mundo ao infeliz desse amante.

Banalizar o amante, meu caro e bom Amaro.

Entendeste?

Deixar que eles durmam e acordem juntos. Que tenham seus problemas, que percam o luxo dos encontros fortuitos e vespertinos, que se esbaldem e gastem toda a luxúria.

É necessário deixar a Bovary sentir o bafo matinal da rotina.

A vida dos amantes dura porque eles só vivem as surpresas e valorizam cada minuto do relógio que põem sobre a cabeceira daquele motel barato.

Nada mais cruel para o amante da tua mulher que presenteá-lo com o pão-com-manteiga do dia-a-dia, aquele que sempre cai com o lado da manteiga para baixo. A rotina é o cavalo de tróia do amor, Amaro, solta-lhe as rédeas.

Amaro, nada de violência ou besteiras desse naipe.

 Ao amante, todas as chances do mundo. Ao amante aquela D.R., a famosa discussão de relação, em plena TPM.

Um amante nunca sabe o que venha ser uma mulher sob o domínio da TPM. Ela faz questão de reservar todos os direitos desse ciclo ao pobre marido.

Ao amante, Amaro, a tapioca fria e sem recheio da rotina do calendário.

Ao amante, Amaro, a falta de assunto.

Ao amante, os cabelos revoltos da mulher, naqueles dias em que nem mesmo ela se agüenta ou encara o espelho. Naqueles dias em que os cabelos brigam com as leis do cosmo e não há pente ou diabo que dê jeito.

Some, Amaro, deixa que o suplente assuma ou seja forçado a assumir a titularidade. Depois me conta, Amaro!



Escrito por xico sá às 14h46
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DO REDEMOINHO EMPOEIRADO E DA CISTERNA DEMONÍACA

 O agora fabuloso cavaleiro Fodasno desconfia que a sua viagem não se trata de uma viagem qualquer ao fim da noite, como as outras tantas, embora el caballero houvesse percorrido, em contornos semelhantes, as mesmas vielas do estrago e da sorte vezes infinitas.

Se havia uma busca, era uma busca comum a todos os poetas, assassinos, ladrões e sangue-ruins da cidade.

Os malassombros cujas molas dos colchões de hotéis baratos estão sempre a ejetá-los para as tabernas mais imundas onde possa acontecer ao menos uma boa encrenca para recarregar o ódio e pôr em dia as munhecas.

Os colchões são buenos para los amantes ou para los enfermos, non para los heróis e destemidos.

(...)

O que é um homem sem um redemoinho empoeirado na cabeça?  

Nesta noite todos os inquietos saímos a la calle dispostos a riscar a caixa de fósforo das angústias no tanque inflamável de testosterona e solidão que há no subsolo deste pueblo, a demoníaca cistema encravada debaixo dos nossos pés. Bienvenidos ao vilarejo de Carençolândia do Oeste.



Escrito por xico sá às 14h56
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EU HEI-DE AMAR UMA PEDRA OU MONOGAMIAS SUICIDAS

Aqui para dividir com vocês, papas & mamas,momentos Lobo Antunes experience na ótima entrevista a Eduardo Simões, na Folha domingosa, caderno Mais! Tarde eu Leio, ora bolas. Dessaramarguizem-se, senhoras e senhores, só Lobo Antunes salva. No questionário grambelístico d´além-mar, Lobantunes mandou coisas lindas sobre narrativas: "O que quero é colocar a vida toda entre as capas dos livros". Etc etc e haja conhecimento do inferno. Mas fica aqui, entre nós, o que o escribar-mor da derradeira flor do lácio e dos cús de Judas falou sobre o amor, enigma diário deste panfleto lírico-abissal-oval-estreloso. Aos seus postos, às suas carapuças, rapazes e raparigas:

SIMÕES - "Eu Hei-de Amar uma Pedra" se trata de uma história de amor impossível?
LOBO ANTUNES -
Não sei se os amores são possíveis ou impossíveis. Uma história de amor é uma coisa muito complicada. Porque, se você não é capaz de reinventar o cotidiano, então o amor acaba. Porque, numa história de amor, nós exigimos sempre duas coisas: por um lado, o cotidiano, a rotina. Por outro, a surpresa. E é muito difícil conseguir juntar as duas coisas. Não deixar que uma relação naufrague no dia-a-dia e se transforme em hábitos instalados. Você vai conhecendo tudo do outro e, com o tempo, corre o risco de vir a usura. E aquilo que você vê hoje em dia é que a maioria das pessoas, homens e mulheres, vivem monogamias suicidas. É evidente que teria adorado viver uma relação de 30 anos com alguém. Eu duvido que pessoas como o Vinicius [de Moraes], que se casou nove vezes, tenham sido felizes. Eu duvido, mas pode ser que sim...



Escrito por xico sá às 14h07
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