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LAS AGUAS SÓ CORREM PARA OS MARES DE MINAS
una estranha palabra nos une en la calle, no leito e na via láctea de hoy por delante. Ainda não sei qual a trilha sonora da nuestra noubellita amorosa ou ficosa, de ficare, ficaraón [ficar + tataruón, la cona na linda melodia del guarany] como diria meu maestro em portuñol selbarre, don Douglas Diegues. ficar de ficare, nueba mueda de los chicos y chicas de las boates que não combina com un viejo como yo, bem, como estaba a dizer, una palavra muy bela, a mais encantadora de las castanholitas que batem entre la lengua e el palato, um vocábulo de responsa, quase uma sonata numa só palabra, una palabra que hay lido carmencita de las alterosas rogada en mi sofazito da cor dos nuevos biños das beiras do rioja, una palabra que achou en um poema do Tuca, libreto muy belo do argentino, digo, do boedaníssimo spleen de Boedo, Baudelaire de bandoneón de todas lãs manos de un polvo, a quem tive el prazer de conhecerlo en um seqüestro de escribas y poetas de boinas en puerto de las galiñas, nueba Holanda del brasil. una palabra que guarda la luna refletida como no noir de david goodis, “puedo sentir el ruído del água”, me sopra Casas, son las dos de la mañana y mi corazón chacoalha na pista de la ilusión enquanto tu bailas no praga, en la calle de turiassu, san Pablo, un tenro hoqueyroll que me encanta, com um sorriso que é capaz de tirar leite e comoción da mais inanimada das bidas de un pobre paralelepípedo esquecido sob pneus e pés sem rumo... <continua...>
Escrito por xico sá às 02h17
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NON HAY BANDAAAAA OU NUESTRO IMPOSSIBLE AMORRR
não sei se escucho um boleron ou um tango, se bebo caubói ou on the rocks, se camarón de la isla ou biño das beiras fartas do rioja, se naranjas de sebillya ou pitombas semi-áridas, se lago azul de ypacarai ou sete lagunas non stop, se trampo focado ou trabalho com margem -como diz o hermanito inconfidente das geraes-, se tu ou tu mesmo cabô chorare, e sempre tu e tu e solamente tu, pois mi corazón tututututututu de teléfono ocupado, se entrego aos deuses da sarjeta ou bote faixa en la calle, faixa como quem procura su perro amado, gratifica-se etc etc, ai mi perrito que me sorria latindo, mi perrito hojalata, mi perrito vira-asurero.
se” de “se” de cullo és ruella, por supuesto, não hay banda non hay banda y don estebito a esta altura sobe no palco nuevo do PRAGA, el ctg del rokenrô, se não fosse o diablo desta fiebre da selva amorosa yo estaria bem dentro, te procurando, chica, no googlezito de mis gafas, mis anteojos pára-brisas, mis lunetas de camiñoneiro perdido nos entornos de um bielorizonte llorado como en la canción de roy orbison.
Escrito por xico sá às 01h32
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EL CORRER DEL TIEMPO OU TANGUITO DE VERANO
agora te miro, chica, dormes e los sueños bóiam en las alcantarillas... dormes e a mão direita em bote alçapístico cata nuvens de algodão doce y pássaros, son las dos de la mañana, niña, e o libreto de fabián casas, fuso de Buenos/Boedo, sempre na página vinte y uno. não adiantes os relógios, mina, já atrasei meu amor para quando for possible, para transontontem, para quando abrirem las fronteras, para quando os guardiões dessas cosas misteriosas escancararem las aduanas do desejo e de la malasuerte, para quando uma saudade assim sete lagunas, sete bañaderos, sete segredos solamente nuestros, para quando fechares de vez la Fernão Dias de tu corazón que trepida en la carretera, para quando yo tiver condiciones de dar duas biagens em mi camioñito de perdidas arenas.
Escrito por xico sá às 12h38
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ADIÓS, POETA
Morreu sábado, na invicta e gloriosa cidade do Recife, Alberto da Cunha Melo, com quem tive o prazer de dividir noites, lirismos, porradas, cervezas e bagaceiras envelhecidas em barris de companheirismo. Autor de "O cão de olhos amarelos", "Carne de Terceira" & outras tantas obras era um dos nossos maiores. Fica um brinde e saudade, amigo, como aqueles que dividíamos com Jaci Bezerra nos arredores da Livro 7 e do Jornal do Commercio. Uma pequeníssima amostra do viejo poeta:
"Tudo sob controle:/ a família/ e as prestações./ O carro pago/ é lavado e esfregado/ todos os domingos./ Não faz vergonha estacioná-lo/ diante de Deus ou do Clube/ dos Colecionadores de Esporro./ Não beberá este chope, não provará destas mulheres/ e os dez mandamentos, no bolso, / estão juntos do cartão de crédito/ e das apólices de seguro/ contra a liberdade./ Tudo sob controle:/ um túmulo foi comprado/ em módicas prestações/ para a família que cresce,/ uma família que sabe/ as quatro operações da vitória./ Tudo sob controle:/ menos a agonia/ de esperar tanto tempo."
Escrito por xico sá às 12h04
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