PROMOCIÓN DEL PORTUÑOL SELBAGEM
Quer ganhar o nuebo livro deste q vos bafeja o cangote? Si, lo redactor deste blog, por supuesto, que lançou recentemente su noubellita-pulp-paraguasyta llamada Caballeros Solitários Rumo ao Sol Poente. Para concorrer a la promoción de expansión do esperanto de las fronteras, basta escrever um pequeno texto em "portuñol selvagem" e enviar para o seguinte email: contato@editoradobispo.com.br
O melhor texto, na modestíssima opinión de lo cuerpo editorale, receberá o libreto no confuerto de su rancho. Puede ser qualquer rênero de texticulo, de preferência curto, e desde que utilize o portuñol selbage à vontade, por supuesto. Los compays e las chicas conferem la apuración na próxima sexta-feira, viernes, por supuesto, 15/02/2008, no blog de la casa edictoriale del kabrón: www.dobispo.zip.net
Pra esquentar las turbinas e los miolitos de vosotros, recomendamos lectura atenta a la matriz originale, compay Douglas Diegues (personagem de la supracitada noubellita de caballaria), responsable pela reivención e la difusión da nuebalengua em nuestro Bananon brasilesiensys. É só chegar aqui neste bloglito from asunción, derecto de la fuente-mor que nunca seca: http://portunholselvagem.blogspot.com/
buena sorte,buena noche, buena onda! bale!
Escrito por xico sá às 14h22
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O AMOR E OS ANIMAIS OU PARECE MÚSICA DE ROBERTO CARLOS
Os animais de estimação são mais importantes no amor do que supõe a nossa vã filosofia de boteco.
Importantíssimos.
Já terminei romances em que fiquei com tanta saudade da ex quanto do seu bichano, cachorro e até dos ratos que roeram as nossas roupas de Roma.
Quando ainda morava no sertão, nos tempos pré-politicamente corretos, gracias, ficava morrendo de amor pelos tatus criados em fundo de quintais, preás de estimação, tejus, timbus, morrendo de amor pelos macacos e até pelos papagaios, dá o pé, louro!
Também já ocorreu de ter mulheres, ou pelo menos consolidar boas histórias amorosas, por demonstrar carinho e afeto com os tais quadrúpedes, aves ou pássaros. Como sair de casa altas horas da madrugada para comprar a ração do felino. E de quebra, trazer um patê especial para o bichano.
Sim, o amor passa pelos bichos, eu acredito.
Uma mulher que afaga e trata bem o meu cachorro, meu corvo Edgar A. Poe, meu papagaio Florbé ou minha gata Margarita, marca pontos importantíssimos, além de fazer o necessário, que é respeitar essas e inocentes e existencialistas criaturas.
Claro que essa forma de ver o amado ou a amada nos seus animais de estimação pode gerar também pequenos desastres. Uma amiga do Rio, por exemplo, evitava as gracinhas do cão do seu ex sempre que ele aprontava. Chegava a ser indelicada, grosseira, como se visse naquele labrador as pisadas na bola do seu dono. Acontece. Afinal de contas os bichos ficam um pouco, com o tempo, com os mesmos focinhos dos seus digníssimos “proprietários”.
Além de tudo isso, pelos animais que possui se conhece mais um pouco um homem.
Sério.
O cara que cria um gato tem muito mais chance de ser um homem sensível, embora até enfrente um certo preconceito entre os seus amigos, que insinuam uma certa viadagem, para usar o termo do qual abusamos nos nossos encontros masculinos de futebol e boteco.
O homem que passeia orgulhosamente com o seu pitbull pode até não ser um monstro, mas aquela focinheira já diz um pouco do seu dono, não? Não que o cão tenha alguma culpa, ele está no mundo dele. O erro é de que o desloca e o usa para outros exercícios.
Mas voltemos aos gatos, esses metafísicos e misteriosos animais. Como eles dizem tudo sobre o amor e sobre nós. O casal briga e eles incorporam o barraco. O último que conheci a fundo, de uma ex-mulher, o qual ainda hoje vejo o vulto e tenho saudades (digo saudade do gato), quebrava tudo, virava os objetos da casa pelo avesso, depois das nossas brigas.
Na harmonia e no amor intenso, lá estava ele, sempre aos nossos pés. Como eles adoram ver e sentir os cheiros da hora do sexo. Eta bichanos voyeuristas. Esse gato, especificamente, sempre se enroscava na cama depois das nossas melhores noites. Dava uma passada como se para cumprimentar-nos pelo afeto. Era o seu miau de parabéns, como se dissesse, a nos arranhar de leve, “estão vendo como o amor pode dar certo, seus cachorros?!”
Escrito por xico sá às 19h26
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VOU BEIJAR-TE AGORA,NÃO ME LEVE A MAL
Se não é nada fácil a harmonia dos pombinhos em tempos normais, no carnaval, valha-me poderoso Jeová, o knorr do amor entorna de vez.
Até o mais pudico dos casais prevarica, o mais convertido dos ex-canalhas faz besteira, a mais sonsa das donzelas tira uma casquinha nas ladeiras de Olinda e a mais guardada moça do caritó sente-se no jogo de novo e vai à forra...
Vai à luta, justíssima, cheia de esperança, é a chance de pegar um desses galegos importados das terras em que as mulheres não têm bunda, recurso que não lhe falta, orgulhosa, feliz e fagueira proprietária de um latifúndio dorsal imbatível. Daqueles capazes de deixar um membro do MST louco para pular a cerca e cortar o arame farpado do desejo proibido.
O mais correto, para imitar Mark Twain no seu “Manual para a maldita raça humana”, seria, durante o tríduo momesco, afrouxar o nó cego do moralismo e deixar o bicho correr solto na capoeira.
Dama para um lado; cavalheiro para o outro. Se possível mascarados, fantasia de clóvis, pierrôs e papangus, para o álibi ser completo, seja no “I love cafusú” -o mais pecaminoso bloco do carnaval de Pernambuco-, na folia brejeira de Aracati ou na “República do Beijo” lá em Diamantina.
Para que se desgastar em intermináveis e vexaminosos barracos públicos? Melhor entregar a sorte aos ursos pés-de-lã e às ursas manhosas que estão em todos os blocos, troças, cordões e fuzarcas.
Chifre de carnaval é fantasia, adorno, alegoria, não resiste à marca da cinza cristã da quarta-feira, não sobrevive à ressaca moral da quaresma.
Não dói, não pega nada, no dia seguinte lá estarão vocês dividindo a mesma aspirina, a mesma macaxeira com charque, o mesmo baião-de-dois com nata, o mesmo feijão tropeiro, a mesma rotina-tapioca da harmonia dos lares, a mesma sustança que nos refaz independentemente da lavagem de roupa suja.
Então tá combinado, a partir de hoje cada um vai para o seu lado. Bom se pudesse ser assim, fácil, mas o sangue quente não deixa, somos passionais, corações ao molho pardo, corações à cabidela, vixe!
Não tem jeito, não há dica ou manual de bom senso, será sempre o mesmo drama, “diz que me ama, porra”, como na canção clássica de Olinda.
Antes era mais leve, mais fácil mesmo, era só correr ao “Baile dos Casados”, no Clube Atlético de Amadores, bairro de Afogados, no Recife, que sempre foi genial nesse aspecto “gaiero”, um refúgio histórico da traição lúdica e tão-somente carnavalesca. Evoé, Baco!
Óbvio, amigo, você ai que me cutuca ao longe, que existem os pombinhos que se divertem lindamente juntos, numa boa, numa nice, na buena onda da maresia social clube. Mas são tão poucos, amigo, que até esmoreço.
De casalzinho ou na safadeza propriamente dita, que brinque em paz e que a ressaca lhe seja leve na quarta.
Escrito por xico sá às 16h03
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