o carapuceiro



A PELEJA DO FROUXO X O CANALHA

         “Pois saibam todos vocês: prefiro um bom canalha a um homem frouxo.” A sentença de Carol, sem deixar um farelo de dúvidas sobre a mesa repleta de bebidas e acepipes, fez com que alguns de nós levássemos a mão ao queixo. como se todos virássemos, naquele instante, ingênuos pensadores de Rodin ou paralisadas estátuas de sal, como na Bíblia. Pense. Pense em um momento solene!

A frase nem era para tanto, mas saiu tão afirmativa, tão sem dúvida ou vacilo, que balançou até a plaqueta do “Fiado só amanhã” do boteco.

 

Qualquer coisa, na boca de uma mulher bonita, vira imediatamente certeza absoluta. Balança qual ventania mal-assombrada as garrafas de cachaça com raízes ou cobras, estremece o alerta do fiado –coisa dos devedores do outro mundo!-, seca o gloss, derrete qualquer batom, faz crescer os lábios da bela moça como se fosse um nariz de Pinóquio, mesmo sendo a mais absoluta verdade.

 

E convenhamos que o dito de Carol não era nada comezinho ou inteiramente banal, embutia algum saber de rotina, alguma experiência, coisa de quem viveu aquilo reiteradas vezes, aquilo que chamamos vulgarmente de conhecimento de causa. Jurisprudência, eu diria, ela advogava baseada involuntariamente em decisões anteriores da Justiça, mesmo que nas decisões da instância divina, nem sempre superior ou suprema a essa altura.

 

“Pois saibam todos vocês: prefiro um bom canalha a um homem frouxo.”

 

Ela não repetiu a frase, não carecia, a frase ecoava como uma sentença romana e voltava a balançar as garrafas, a mexer com os presentes, os vivos e os que por ali passavam àquela altura.

 

O canalha, concluímos, sem que ela dissesse mais nada, merece mais respeito porque é mais explícito, a mulher já entra na história sabendo, e ainda pode ter momentos líricos, passionais, bonitos, pois todo canalha é, no fundo, um devoto, ajoelha-se diante de uma fêmea como um romeiro diante do seu santo predileto.

 

O frouxo representa, sem nenhum distanciamento, a maioria dos homens contemporâneos e o chove-não-molha da hora. O indeciso, o confuso, melhor, o “cafuso”, como dizia o velho Didi Mocó, essa gréia toda, essa onda, essa fuleiragem social clube. O fraco não se apresenta para valer no jogo, titubeia, faz que vai e acaba não “fondo”, como dizia, no seu genial futebolês, o Dedeu, um desses tantos macunaímas da bola, cearense que brilhou (pelo menos na prosódia) no Clube Náutico Capibaribe.

 

 Triste escolha essa: o canalha ou o fraco. Mas vai ver, amiga, tem coisa melhor por ai dando sopa. Só sei que nada sei sobre esse assunto, como diria o grego complicado. Melhor ainda, como diria Roberto Carlos das antigas: “Só agora eu sei, o que aconteceu/quem sabe menos das coisas/sabe muito mais que eu!” 



Escrito por xico sá às 18h57
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O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES -CRÔNICAS DE FILMES I

O amor e também seus arredores – como as paixões ou até mesmo uma galinhada lírica – se move graças a um único combustível: a dificuldade. Eis a gasolina azul dos que amam ou tentam. Dos que se apaixonam ou tentam. Dos que perseguem um pedaço de beleza mundo afora, como o bravo Bertrand de “O Homem que Amava as Mulheres”, filme e livro do xará François Truffaut (1977).

Discorro sobre o tal combustível por ter esbarrado, dia desses, com o site que permite o envio de mensagens, via e-mail, entre pessoas que se paqueram no trânsito – que não é o meu caso, pedestre convicto e inveterado discípulo do velho Johnny Walker, el Ruanito Camiñador. Eis que os tais sites prometem resolver, na velocidade de uma ejaculação precoce, o drama inicial de Bertrand na citada película. Qual graça há em eliminar os pequenos nós que nos levam aos bons alvos? No amor, de nada adianta "solucionáticas", só "problemáticas", para inverter o aforismo de Dadá Beija-Flor.

Estava o jovem Bertrand na lavanderia de mademoiselle Carmem, sua chegada, quando avista as pernas – só o par de pernas da “esplêndida desconhecida”, como diz o moço – e enlouquece. A bela dona desaparece e ele só tem tempo de anotar a placa do veículo em um maço de Gitanes: 6720 RD 34.

O bicho endoida a cabeçorra. Vai no Detran local (que deve se chamar Detran, mesmo, só que dito com biquinho) e tenta convencer os burocras da necessidades do nome da proprietária do veículo que evadiu-se. Nada feito, a França é uma Pátria séria e preserva a privacidade dos filhos seus. “Se a pessoa tivesse batido no seu carro, ainda vá lá, pois a sua seguradora poderia ter acesso aos dados da pessoa”, ouviu, oba!, mais ou menos assim, de outro burocra gordinho com feições de Balzac dos Pobres.

Os olhos de Bertrand brilharam como nunca. Não teve dúvida: no estacionamento mesmo cuidou de estilhaçar o farol traseiro e o pára-lama  do seu Renault ( ou Pegeout?) contra a mureta. Provocada a batida, retoma o labirinto da burocracia para tentar o reencontro com as esplêndidas pernas desconhecidas. Não havia visto sequer o rosto da moça, numa prova, como tem discursado este mal-diagramado que vos fala, que mulher é metonímia, parte pelo todo -basta uma omoplata, um rádio, um perônio, um queixo, uns braços, uns pezinhos... para que nos apaixonemos. Claro que existem as completinhas, ô, ou quase isso!

Um rew rápido ai na fita. Voltemos ao Truffaut amigo. Só sei que vai lá, vem cá, guichês e mais guichês, advogado no meio, um buruçu danado, e o jovem Bertrand finalmente se vê diante da sua perseguida. Uma hora de café e conhaque depois...  descobre que não está diante da esplêndida, mas da sua prima, proprietária legal do veículo. O par de pernas, que atendia pelo batismo de Marianne, já deixara a cidade, de volta a Montreal. Não que o nosso herói não tenha apreciado uma metonímia qualquer na prima. Muito pelo contrário. Gostou e mutcho, mas...

É que no trapézio do cocuruto já balançava outra idéia: Bernadette, a recepcionista de uma locadora de carros onde Bertrand esteve na sua busca pela identidade do par de pernas. “Se tiver algum problema, venha me ver”, dissera a moça na ocasião. Lá ia Bertrand, novamente com o coração despedaçado.

Mas sempre movido ao etanol de alguma dificuldade.

A boa conquista amorosa nunca dependerá do avanço tecnológico, dos serviços profissionais, caso dos sites de encontros ou placas, e sim das travas,cavaletes e pregos do caminho.

A boa conquista, amigos, nunca será uma corrida de 100 m livres. Será sempre uma corrida com barreiras. Às suas marcas, senhores! Se forem cantadas malas, corram Lolas, corram!



Escrito por xico sá às 22h33
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MAIS UMA CPI DO AMOR E DO SEXO

Uma amiga, senhorita F., entrou na caixa postal do correio eletrônico do marido. Ih, lá vem a mesmíssima história, phodeu com ph, já vi esse legítimo Hitchcock dos lares doces lares mil vezes, esse Stephen King do amor e da sorte, esse ato bestialmente repetitivo e sempre monstruoso.

Pra completar, a senhorita F. deu uma sherlockadazinha também no celula, de leve, enquanto o traste-costela via lesadamente o Fla-Flu de domingo.   

Um desastre.

 Entre cantadas e semi-cantadas ou apenas bobagens virtuais, leros, flertes, lirismos avulsos e outras gracitas..., a amiga entrou em desespero, gritou, berrou, imitou o quadro do Munch, discutiu a relação por uma semana, e quase acaba com aquela vida sob o mesmo teto até então reconhecida no seu grupo de amizade como exemplar, honesta e íntegra. Casal invejável meeeeesssmo. 

O cabrón tinha algum caso para valer? Não. Algum namorico mais a sério? Nada. Havia transado com alguém e comentava que foi bom, meu bem?, essas coisas?! Nécaras. Só vadiagem internética, tipo a polícia prender no carnaval por embriaguez e desordem,saca?

Tudo espuma flutuante, sem lastro de verdade, garrafas atiradas aos mares da virtualidade e suas sereias ulyssianas.

Mas foi o bastante para uma baita crise. Quase uma ruptura. Além de ter deixado a xícara amorosa trincada para os próximos cafés com torradas e aquelas coisas lights que as moças tanto gostam.

Por estas e por outras é que não é nada recomendável quebrar o sigilo postal do companheiro ou da fofolete.

Ora, quem, entre nós, resistiria a meia hora de quebra do sigilo amoroso ou sexual?

Como na arrecadação de recursos para campanhas eleitorais, todo mundo, até mesmo no mais escondido dos conventos de devotas beneditinas, já teve o seu “caixa 2” do desejo. Em pensamentos, atos ou omissões, tanto faz.

Em telefonemas, emails ou declarações bêbadas na madruga. No MSN, entonces, ave palavra e más intenções!

Ninguém resiste a meia hora de quebra de sigilo. No amor, somos todos, em alguma ocasião, corruptos. Em maior ou menor grau, todos damos nossas pisadas ou nossas phodas platônicas.

Menos naquela hora em que a paixão por alguém nos toma 100% do cérebro e a febre amorosa é capaz de quebrar termômetro. Depois passa, é o que dizem, inclusive a ciência, que dá um prazo de validade às paixões de três meses... ou seis meses, menos de um ano, com certeza –preguiça monstra de entrar mais uma vez no google.

 Nosso destino é pecar, como disse o pudico tio Nelson, padrinho espiritual deste cronista. Por estas plagas, até a virtude prevarica.

Às sextas-feiras, então,já repararam como o cheiro de pecado toma conta dos bares e é mais forte até do que o odor que vem dos ralos e bueiros?

Quem, entre nós, machos & fêmeas, resistiria a uma CPI do amor ou do sexo?

Este cronista ficaria rico, na pele de um camelô de álibis. Ah, as lindas e impagáveis fraquezas da carne.

As despesas com jantares à luz de vela denunciariam os amantes pelo cartão de crédito ou no extrato para simples conferência. Os porteiros de prédios e motéis seriam os mais perseguidos dos depoentes. Seria um inferno.

A melhor amiga ou o melhor amigo, estas instituições supostamente vestais, também seriam convocados a depor. Na CPI do amor sobraria até para o entregador de pizzas, que também sabe muito sobre os segredos de alcova e adonde tudo termina.

Por estas e por outras, melhor abafar o caso, amor, passa o orégano. Segue a vida, melhor, seguimos a morrer em vida, como diria meu amigo Sêneca.



Escrito por xico sá às 23h46
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O AMOR, A CIÊNCIA & A CEBOLA

As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender. Repare só no informe que pesquei aqui e agora: cientistas da Nova Zelândia e do Japão criaram uma cebola antilágrimas. Eles anularam, no alimento, a atuação de um gene responsável pela sintetização da enzima que causa esta reação.

Como meu amor é cebola cortada, meu bem, na breguíssima canção popular e à vera, ora, não vejo graça na notícia. Nada alvissareira, no que me inspira até uma ingênua quadrinha gregoriana: “Só a cebola roxa/ fazia chorar as resistentes/ agora nem com amor.../ nem com morte de parente”.



Escrito por xico sá às 12h41
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