o carapuceiro



NOITE DE AUTÓGRAFOS NA PRAIA

neste SÁBADO, 19/04, a partir das 19h, os CABALLEROS SOLITÁRIOS RUMO AO SOL POENTE chegam a SANTOS, com este escriba no comando da diligência. A festa será na REALEJO, a mais simpática e risonha livraria do Brasil, na avenida Marechal Deodoro, número 02 -fone 3289.4935. O Zé Luis, mestre na arte de gelar cervejas, já começou os preparativos. AMIGOS e LEITORES SANTISTAS, passem por lá, os autógrafos serão especialmente derramados e no capricho. Inté!



Escrito por xico sá às 18h04
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AMOR SOB ENCOMENDA

Nos idos dos 80, no Recife, inaugurei um serviço especial de “poemas de amor sob encomenda”, que eu apelidei carinhosamente de “Miss Corações Solitários”, como no livro de Nathanael West, que acabara de ler. Funcionava à sombra dos benjamins do Espinheiro, precisamente na sede das edições Pirata, adonde exercia o ofício de amanuense e escriba.

Marketing miserável e joãogrilesco de um escriba só o couro e o osso, que olhava a sua própria sombra magra e tinha medo. A estratégia foi um sucesso. Depois de um anúncio dominical nos classificados do Diário de Pernambuco, eu não dava mais conta dos pedidos e passei a terceirizar sonetos e acrósticos, tarefa fácil na terra de Manuel Bandeira, Joaquim Cardozo, Alberto da Cunha Melo, João Cabral, Carlos Pena Filho, Marco Polo, Ângelo Monteiro, Zizo...

 Ajudei a começar romances, reatar namoros, dar esperanças, iludir boyzinhas, parabenizar amadas, encorajar amantes, suspirar viúvos, incendiar mancebos e reacender o fogo de lindas e calientes afilhadas de Balzac.

 A felicidade não se compra, como já nos avisou o cinema, mas que amealhei algumas patacas, amealhei. Recife virou uma festa, melhor do que a Paris de Hemingway.

O motivo dessa crônica, no entanto, não é o de ficar apenas mascando o chiclete da nostalgia. Nada disso. O motivo é de arrepiar. E se chama Marina Cavalcante. Pernambucana de Olinda, hoje habitante do bairro de São Matheus, na zona leste de São Paulo, tinha 20 anos quando me encomendou uma prosa-poética para o namorado.

Agora com 39, viu este mal-assombro que vos escreve no programa de TV do Lobão _o “Saca-Rolha”, que passava no canal 21 de SP_ e me procurou agora para contar a sua história. “Ele, Roberto, achava que eu o traia, por isso pedi o poema sobre a minha fidelidade, pra fazer ele chorar, lembra?” ela pergunta. Claro que não recordo. Eram tantos casos. O poeta Jaci Bezerra, velho amigo e testemunha ocular da história, que o diga.

E aí, conta logo, menina: “Ele, Roberto, acreditou em mim, vivemos um lindo amor por cinco anos, o amor da minha vida, por isso a minha felicidade de achar o sr. na televisão e agora aqui na internet, pra agradecer, tanto tempo depois”.

Homem que é homem chora bonito, chora mais alto. Não me contive com o episódio. Marina casou com outro aqui em São Paulo, hoje está separada, e diz que não esquece o motivo daquele velho poema. Bela história. Deu até vontade de retomar as encomendas, as costuras para fora. Bom saber que a minha melopéia punk-brega comoveu até um macho à moda antiga, mas do tipo que ainda manda flores, caso do grande amor da vida de Marina. 



Escrito por xico sá às 20h12
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DOU RISADA DE UM GRANDE AMOR

“Tinha cá pra mim que agora sim, eu vivia enfim o grande amor, mentira!”

Encontro minha amiga A., no nosso botequim predileto, e a desalmada vai logo anunciando, com a ironia fina que a acompanha na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença.

 Sempre tem boas histórias e uma mania louca de escolher uma música, normalmente Chico Buarque, para trilha das sagas românticas.

Como Chico tem um vasto elenco de personagens femininos e incorpora as dores e delícias das mulheres, ela escolhe no capricho, no ponto. Moleza, garoto.

“Tinha cá pra mim que agora sim, eu vivia enfim o grande amor, mentira!”, ela repete e repete, enche o saco com o “Samba do grande amor”.

Essa música nem é protagonizada por uma fêmea, e sim por um homem desiludido do amor, um cabra cujo destino parafusou-lhe na testa belos objetos pontiagudos, como diria o compay Marçal Aquino.

Mas ela insiste e canta assim mesmo. Pior: canta e ri, uma loucura. Que diabo de sofrimento é esse com essas gargalhadas todas?

A moça é assim mesmo. Não tem jeito. E olhe que nem pediu caipiroscas de frutas vermelhas nesse dia, ficou apenas no chope, coisa fina e civilizada.

“Morrer dessa vez é que não vou”, tira onda. “Ih, estou escaldada, velho Francisco”.

O que A. me contou uma das coisas banais que mais escuto das minhas amigas nos últimos tempos. E olhe que sou conselheiro, ombudsman das moças, cupido e ouvidor-geral de muitas crias das nossas costelas.

“Sua carteira de desesperadas é grande”, ela mesma tira uma boa onda sobre um ofício que desenvolvo com gosto e curiosidade desde os verdes anos –quando sequer eu sabia o era uma mulher para valer, conhecia apenas as cabritas e as bananeiras.

A amiga deparou-se com mais um desses homens que prometem, ensaiam, jogam um charme, cultivam, cantam de galo... comparecem e..., sem dizer nada, tomam o clássico chá de sumiço.  

“Por essas e por outras é que agora prefiro um bom canalha a um homem frouxo”, prega a amiga, conquistando rapidinho o apoio da mesa feminina ao lado. “Um canalha pelo menos me pega com gosto e temos noites deliciosas”.

Defende a tese e emenda, riso desavergonhado: “Passava um verão a água e pão, dava o meu quinhão pro grande amor, mentira!”

É rapazes, é tempo de homem frouxo, que corre mesmo diante da possibilidade de uma história mais densa e afetiva. Não sabem o que estão perdendo. A começar pela minha amiga cantante, belo exemplar da raça, no auge dos seus 3 ponto 6, boa conversa, boa lábia, gostosa, bocão e um humor capaz de tornar o mais nublado dos dias no dia mais alegre e comovente para o cara que estiver ao seu lado. Sorte deste hombre!

Escrito por xico sá às 01h25
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A ROSA AMALDIÇOADA DO REI

          -Depois que peguei aquela rosa no show do Roberto –ela disse, já de pé, indo ao banheiro.

          Era uma desconhecida, mas daquele tipo de mulher que nos dá a impressão de ter passado uma vida inteira ao nosso lado.

-Só pode ser maldição da rosa do Roberto –a senhorita ainda anônima volta do WC resmungando. –Só pode!

Por causa da zoada no botequim, ela fala aos berros no meu ouvido esquerdo:

-Eu sou de se jogar fora, me diga!

-Não, de forma alguma, muito pelo contrario – respondo, sem carecer mentir, o que é raro nesse gênero de interpelação avulsa.

Não é de se jogar fora mesmo.

Tem covinha no sorriso. Resistir quem há de?

-Pois acredite, moço, desde o dia em que peguei a maldita rosa do Rei a vida tem sido um desmantelo só –ela conta, buscando fôlego lá no escondidinho d´alma penada.

Escuto pacientemente como um ouvidor-geral da boemia e da noite, um paciente ombudsman das criaturas que vagam sem rumo e de tantos outros barcos bêbados da madruga sem dono.

-A vida ficou mais feia que virada de Kombi, seu moço! –ela ri, escondendo o sorriso com a mão esquerda, a do lado do coração, por uns instantes. –Rio para não chorar, entende, amigo?

Não me chama de amigo à toa. Desde que arrastou a cadeira e pediu licença para sentar na mesa, parecia que éramos velhos conhecidos. Daqueles de chorar no ombro e tudo.

Entendo, amiga.

Pegou a danada da rosa em um show do Rei no ginásio Geraldão, no Recife, há um punhado de anos, no dia do seu vigésimo quinto aniversário, um quarto de século de existência.

-Ainda na mesma semana perdi meu marido –ela desfia a tragédia. –Tudo bem que não era lá essas coisas, a bem dizer era um traste, mercadoria sem nota.

-Quer beber alguma coisa quente? –indago, todo-ouvidos para a sua história verdadeira.

Certo tipo de história forte não combinava nada com as espumas flutuantes da cerveja.

-Garçom, por favor, um campari, copo longo, muito gelo.

-Como eu ia dizendo ao senhor...

-O senhor está no céu, por favor, me trate por você mesmo –interrompi, típica freada de velho contra as palavras que nos trazem mais rugas no vento.

-Como estava contando, amigo...

-Garçom, vê também um uísque, o de sempre.

-Como estava contando, amigo, perdi o desalmado do homem que dormia comigo, mas tudo bem, até contei como uma ajuda da sorte – ela zomba mais uma vez da própria desgraça. –O miserável da costela-oca me pegou sorrindo para o cachorro do cambista (do jogo do bicho) e achou que a gente estava de amancebo, vê se pode uma calúnia dessas?

Depois de mais um rosário de infortúnios amorosos e uns quatro camparis no juízo, ela continua com a saga da rosa amaldiçoada do Rei Roberto:

-Ele (Roberto) não é todo cheio de manias, só veste azul e branco, todo supersticioso, pois passou todo azar desse mundo para aquela rosa – insiste. –Eu logo vi, eu que nunca tive sorte em nada, nunca peguei um bouquet de noiva, e vem aquela rosa vermelha, linda, fresquinha, e cai direto no meu colo?!

E assim vimos o sol raiar iluminando aquele copázio vermelho de Marinês em uma esquina da rua Augusta. Marinês, sim, era o nome da moça da rosa. Acabara de chegar a São Paulo, vinda de Juazeiro do Norte, para onde mudou-se do Recife, e onde igualmente nunca mais teve sorte com homem. Para não dizer que nunca mais atraiu costelas, mesmo com os seus olhos de onça e o sorriso em covas, recebeu um tempestuoso pedido de casamento na rodoviária de Teófilo Otoni, de um cigano negociante de pedras preciosas.

-Quando a gente está apagadinha para a vida, nem uma mina inteira de diamante nos ilumina –disse ela, lágrimas derramando no campari.



Escrito por xico sá às 09h44
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