o carapuceiro



O DIA EM QUE VIREI TRAVESTI*

Enfeiá-la era a receita para esquece-la. Havia me escravizado ao que havia de mais belo. Quando inverti os dedos dos pés, a visão do abismo também foi prejudicada pelo forte cheiro do esmalte.

Aos poucos eu também ia me desfigurando, via nas vitrines durante o passeio da hora do almoço. Até que veio aquela  abençoada manhã. E naquele dia, tão comum como  todas as vésperas, acordei travestido. Minhas feições levemente mantidas, pomo de Adão, pêlos domados, eficientíssimos hormônios, silicone sem exagero, peitinhos peras, novos, rosas.

Tudo no lugar, estranheza alguma, sem carecer raspar o tacho do absurdo. Desprezo às criaturas que exageram no uso diário da expressão kafkiano.  

Pintei as unhas, aumentei o som do bolero, virei outro tipo de ficção. Bolero 1, Wagner 0, como em Almodóvar.

Sentimentos também mudaram.  Eu queria ser o próprio disfarce e aquilo muito me animava para contar a vida de outro jeito.

Nos primeiros dias elevei a caricatura às últimas, carecia me afirmar e crer no meu próprio desenho novo. Adorava pintar os olhos, arte que aprendi com fantástica rapidez. Que coisa mais delicada que é a pintura dos olhos, o lápis corria em retoques tão fáceis. Minha mãe compreenderia tudo aquilo,eu cismava sozinho à noite, eu e os meus parentes-espelhos. Eu me via o tempo todo, cada minúcia, cuidado, lindo, frágil.

Também amarrara meus pés para que atrofiassem. Meus pés eram muito grandes para pisar distraída nos astros do meu novo mundo. Os chineses mais antigos adoravam pés atrofiados. Dispunham de uma técnica avançadíssima, capaz de reduzir um pé a 8 centímetros, o recorde.

O “lótus dourado”, como chamavam.

 “Olhe para eles na palma da sua mão”, teria escrito, conforme os anais fetichistas, o poeta Sung. Li nos mesmos alfarrábios que as mulheres de passos cambaleantes, por causa do tamanho dos pés, eram tidas como nobres. Havia ainda uma relação entre a atrofia dos pés e o apertamento da buceta.

Os programas me deixavam confuso. Todos ainda me queriam apenas no papel de um ativo nervo. Senhores tão sérios, largam as suas senhoras nos lares burgueses e aqui caem aos meus pés. Pedem para morde-los quando enfio tudo.

É muito confortável e indolor o sexo pago.

Não há fissura ou agonia nessa modalidade de amor. Também é amor, amor com vários, a morte do peso do amor.  

 Ao contrário de algumas amigas travestis, eu não era nada melancólica. O disfarce funcionava como um ácido, um prozac permanente na minha bebida. Eu entretia a todas ao falar em castelhano. Essa é a língua oficial dos travecos.

“?Por qué las vaselinas son inadecuadas para la lubrificación íntima?”. Meu melhor número era dizer inteirinha a bula do gel lubrificante K&Y.

 “Además de dañar el preservativo, las vaselinas em cualquier presentación, son produtos a base de petróleo, non son solubles en água, nin son absorbidas por el organismo, por lo tanto son inadecuadas para la lubrificación intima y presentam incomodidad para la remoción.”

Amava o disfarce, minha máquina nova de contar histórias.

 * do livro “Se um cão vadio aos pés de uma mulher-abismo” (gênero: idílio; editora fina flor, sp)



Escrito por xico sá às 13h30
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NINGUÉM MAIS PEDE EM NAMORO

É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade?

“Qualé  a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.

E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.

No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos de hoje, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, belo belo que te quero, vida noves fora zero...

Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico, o cara nervoso, se tremendo como vara verde: “Você me aceita em namoro”?

Talvez nem exista mais.

O amor e as suas mudanças. A maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feitas pela moça.

O capítulo bom da história é que agora as mulheres também partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram seus desejos e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e as cartas de intenções.

Era bem bacana esse suspense masculino do “você quer namorar comigo?”

Havia sempre o medo do “fora”. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa.

“Quer namorar comigo?”

No tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.

Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios.

 Mais do que um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um email de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o batom e a força dos membros inferiores.

“Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente.

Eis a senha.

Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro.

O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira.

Nada mais simbólico e romântico.

Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas...

Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra.

Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.

Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos.

Palavras, palavras,palavras...

Silêncio, Silêncio, silêncio...

Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.

 



Escrito por xico sá às 15h21
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ASCENSO X MÁRIO

Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido q olvidó...

Né não?

 

Tive la na tal flip sinsenhô.

 

Falei de Ascenso Ferreira, ninguém deu a mínima. Falei do meu amor y ódio por Mário de Andrade e nego só lembrou do pior, eita falta de contradição, mô!

 

Tentei ser oswaldianamente pornográfico... folclorizam-me

Tentei falar duas três coisinhas que sei sobre as mulheres...

Fuderam-me de vez...

 

Ê crasse média!!!

 

So taum leno lixta de livro da veja, sô

 

Inda bem q fui na praia e amei tanto o meu amô q fiquei grudadim feito a lua com o só

 



Escrito por xico sá às 06h52
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MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS -O RETORNO

Diante de cartas e mais cartas de leitores, baixou de novo uma Miss Corações Solitários neste escriba que vos sopra o cangote. Miss C.S. é uma cigana da Andaluzia que hoje habita um quintal do Capibaribe e despacha também, nos finais de semana, em sua mística cabana no Lameiro, sopé da Serra do Araripe. A sua poderosa entidade socorre machos & fêmeas à beira de um ataque de nervos, habitantes de caritós e demais aflitos neste vale de lágrimas. Às missivas, pois, aqui histericamente resumidas:

 

Querida Miss C.S., o fingimento do orgasmo também pode ser uma prova de amor? (Sonsa do Agreste, PE)

 

Resposta: Estimada consulente, é preferível a dramaturgia do gozo àquela velha dor de cabeça que te abate justamente na hora em que ele te procura. Há um quê de distanciamento brechtiano no orgasmo fingido. O prazer fingido engrandece o homem, além de ser mais verossímil do aquele espetáculo verdadeiro e exagerado, cheio de caras, bocas e nove-horas. Sim, é prova de amor e caridade cristã. Prossiga. Cariño, M.C.S.

 

Gloriosa Miss C.S., o cachorro que arrumei é um “borracho”, bebe sempre demais e não funciona quando mais careço. Até agora na lei seca o irresponsável é movido a álcool.Que fazer? (Princesinha das Alterosas, BH, Minas Gerais)

 

Resposta: Muita calma nessa hora, criatura. Trata-se do famoso tipo homem-tupperware, aquele que você guarda para comer no dia seguinte. Sorte, M.C.S. P.S. Cuidado: na próxima semana tem o Festival Internacional da Cachaça, aí em Salinas .

 

Bem-aventurada Miss C.S., ele não me procura mais, o que fazer? (Suzana, município de Caridade, CE).

 

Resposta – Pobre alma em desassossego, nada de apelar para cursos de streptease ou aquelas mil e uma novas posições estranhas que você leu na revista “Nova”. Uma amiga minha, por exemplo, tentou uma daquelas posições inovadoras e acabou com o marido num hospital de fraturas _e de madrugada, o que é pior. Só te resta, pobre alma, seguir o conselho do mago Paulo Coelho: senta-te à margem do Rio Piedra e chora. Tuas lágrimas irrigarão teu caminho e da terra brotarão novos caules. E tem mais: larga esse infeliz que não serve nem mesmo para trocar lâmpadas e abrir potinhos de conservas. Coragem, tua M.C.S.

 

Poderosa Miss C.S., fui vergonhosamente traído por minha mulher, tipo flagrante delito, o que fazer? (Devoto da Gaia Ciência, Juazeiro, Bahia ).

 

Resposta: Amigo incoformado, deixo aqui, como filosofia de consolação, a sabedoria de um pára-choque que acaba de me abalroar: “Um homem sem chifre é um anima desprotegido”.  Sem mais, M.C.S.

 



Escrito por xico sá às 23h59
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