o carapuceiro



EITA CABRA INZINGENTE

         Quando o personagem feito por Leonardo Di Caprio despenca na geleira, no filme Titanic, um gaiato grita da platéia, no centro de Caruaru: -Valha-me Nossa Senhora que o galeguinho pedrou de vez!

Mesmo em um momento dramático, fazia-se da tragédia uma gargalhada nervosa e coletiva.

Esse tipo de intervenção maluca, por zombaria ou susto mesmo, era muito comum nas salas de cinemas de rua.

Era o que lembrávamos outro dia, sob um frio terrível na terra da garoa, em uma mesa de botequim tipicamente paulistana, ou seja, um bando de cearenses, pernambucanos, gaúchos, mineiros... e, pra variar, uma minoria de bandeirantes.

Falar com os artistas, aplaudir os mocinhos, inventar diálogos, interagir com o cinemascope... era praxe, do jogo, não havia cerimônia em vibrar com o Zorro, em imitar a Chita do Tarzã, em torcer pelo Batman ou pelos tantos épicos de Giulliano Gemma no faroeste-spaghetti.

Em muitas ocasiões, como lembrava o compadre Cláudio Assis (“Amarelo Manga” e “Baixio das Bestas”) na supracitada távola de amigos, o cara ia a primeira vez ao cinema para curtir mesmo o filme e uma segunda somente para tirar essa buena onda, gritar coisas, conversar com a tela grande de uma maneira maluca.

Corta para Recife, cine Moderno, a famosa sessão de arte, anos 1980. Em cartaz “Belle de Jour”, sim, a Bela da Tarde, do glorioso Luis Buñuel, com a inimitável Catherine Deneuve, noooossaaaa!

A linda e gostosa galega, Catherine, óbvio, toda entregue a um moço e o cara todo nojento, com aquele tédio tipicamente francês, aquele lenga-lenga Jean-Paul Sartre.

Um rapaz na platéia não se agüenta -e aí não era apenas gaiatice, era sinceridade imediata- e desabafa, nas alturas:

-- Eita cabra ´inzingente´!

O cinema veio abaixo, claro, era o sentimento de nós todos, homens e mulheres da terra do sol e sem fastio algum na flor da mocidade.

E assim eram as sessões. Mesmo em fitas de terror, o cinema era a maior diversão, como no slogan de Luiz Severiano Ribeiro, dono da maioria das salas de rua da época.

Querem relembrar um pouco o enredo da Bela da Tarde? Lá vai: é a história de uma mulher rica, infeliz e casada, que durante as tardes tenta realizar suas fantasias sexuais e espantar o tédio trabalhando em um bordel.

Mas isso não diz nada, amigos, o filme, tem em DVD, é uma bofetada no preconceito de classes. Assunto mais atual do que nunca, sempre.

Bom mesmo, no entanto, foi quando passou o primeiro “O Exorcista” em Juazeiro do Norte, ali no Cine Plaza. Um rapaz desmaiou de medo na estréia. No dia seguinte lá estava o fela, na Rural do serviço de alto-falantes do referido cinema, pelas ruas do centro da cidade, com um locutor anunciando mais ou menos assim:

“Um filme para quem tem nervos de aço... Estão vendo este rapaz? Desmaiou na sessão de ontem. Trata-se, como se vê, de um homem forte e corado, mas que não resistiu à mal-assombrada fita!”

Isso é que é lição de marketing moderno. O cinema lotava no dia seguinte.E essa crônica é dedicada a Buchecha, o vizinho da rua Santa Luzia que desmaiara com o filme do padre que exorcizava as criaturas. Até hoje a rua está dividida: metade acredita que foi verdade; metade acha que não passou de um truque promocional do cinema.



Escrito por xico sá às 20h15
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SEM CHANCE, GI!!!

          Gisele Bündchen não acha marido por aqui. Sim, amigo, em alguns lugares do Brasil, a dita über mega super modelo não arrumaria nem para o sal, como diz a gente das antigas.

Mostro a foto da modelo na capa da revista, o caboclo entorta os beiços, silêncio no deserto semi-árido, fecha um pouco os zolhos gastos pelo solzão das esperas, e economiza palavra e saliva: “Presta no amolegamento não, dotô, pegar adonde eu vô?”.

  Amaro, 44, balbucia, agora mirando com um só olho, como se fosse dá um tiro de espingarda soca-soca de matar nambus, preás, codornizes e outras misturas e marrecos: “Tão graciosa e passando necessidade!”

Pense na viagem!

No terreiro de casa, passa o rio São Francisco, meio acabrunhado depois da construção da vizinha hidrelétrica de Xingó. No quintal, tem a grota de Angicos, onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram chacinados no ano-calibre de 38, 1938, sete cabalísticas décadas atrás.

No cardápio, dona Gilda Nunes, 58, mãe de 12 criaturas, transforma a memória de necessidades e secas brabas em gastronomia de primeira, coisa fina mesmo. Da cabeça-de-frade, aquele cacto redondinho com o cocuruto vermelho, faz um doce de lamber os beiços; do talo da urtiga faz uma salada para acompanhar o surubim, peixe que já escasseia no velho Chico cansado de guerra. Do facheiro, também nascida na teimosa flora semi-árida, sai uma geléia de matar de inveja o D.O.M. e o Fasano, para citar dois dos mais premiados e metidos a merdas dos restaurantes paulistas.

“A gente tem que aprender a tirar desse deserto tudo que é sustança”, dá o exemplo. “E isso vem de longe, eu já aprendi com a minha mãe, que aprendeu com a dela, que aprendeu mais atrás ainda e as minhas filhas já fazem tudo melhor do que eu.”

Luíza, novinha cheirando a leite, é uma dessas meninas. Faca amolada, tira os espinhos dos cactos com a habilidade de um japonês cortando peixe para fazer sushis. Um mar de água, o cacto desmancha-se na bacia. “Muita gente já matou a sede, em tempo ruim de verdade, com essas plantas”, repete a narrativa que ouviu dos mais velhos. “Os bodes tiram os espinhos espezinhando a cabeça-de-frade, depois enchem o bucho, felizes, Deus sabe o que faz.”

O doce do cacto é de botar abaixo qualquer regime ou cuidado de mulher com a silhueta. Lembra doce de mamão verde, mas é muito melhor mesmo. Embora algumas mais jovens já sigam os padrões estéticos importados na parabólica, sertanejo que é sertanejo aprecia mesmo é uma moça roliça, cheinha. A Gisele, repete Amaro, teria sérias dificuldades para arrumar marido na nação semi-árida.

Macho considerado também é o que apresenta sinais de fartura para encobrir o esqueleto. Homem fornido, redondo na cintura e nas bochechas, barriga que dá o ritmo em qualquer forró. “Quando tu balança dá um nó na minha pança”, como na lição gonzagueana.

“Hoje em dia, na capital, tem essa moda de graveto, coisa sequinha, só o osso, as moças parecem aquelas vaquinhas da seca, andam tudo desconjuntadas, pernas destrambelhadas, que diabo de tempo é esse?”, pergunta dona Gilda. “Tem moça que é só o fiapinho de gente. E moça rica, com condição de comer direitinho, com bufunfa, dinheiro.”

De certa forma, o pendor pelos mais cheinhos e cheinhas, sinais de bonança, não deixa de ser uma vingança estética contra a memória da fome, sertão dos flagelos. A busca da fartura até nas carnes de casamentos e pecados, cercas tantas do amor. 

Mas no restaurante familiar de dona Gilda, de nome Angicos, batismo que nem carece de placa, as moças sequinhas das metrópoles escapariam com peixes e saladas da caatinga.

“Mas aviso logo: comer pouco aqui é uma desfeita”, diz. “Gosto de quem come como se o mundo fosse acabar logo um tempinho depois.” Para a sobremesa, além dos doces, redes estendidas debaixo de mangueiras garantem uma sesta de rei.

Crônica de uma viagem inesquecível pela nação semi-árida, que me rendeu “Nova Geografia da Fome” (editora Tempo d´imagem), homenagem a Josué de Castro, gênio da raça, cujo centenário de nascimento acontece também neste ano de 2008, salve, salve!



Escrito por xico sá às 20h53
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A PELEJA DO MACHO-JURUBEBA COM O METROSSEXUAL *

 

Maciej Babinski

xilo Maciej Babinski

 

Eu venho lá das quebradas

            De grotões e de veredas

Don´diabo perdeu as botas

E maconha boa na seda,

Sou Zé Limeira e Breton

Viagem de ácido bom

Lenha nova e labareda.

 

O que é isso, cachaceiro?,

Peço licença a vocês,

Vou narrar uma peleja

Guardada faz mais de mês,

A de um macho-jurubeba

Encardido feito ameba

Conto ao gosto do freguês!

 

Do outro lado do ringue

Um sujeito autoral...

Bonitinho, mas ordinário

Codinome: me-tros-se-xu-al!!!

Foi criado na Inglaterra

Tem o afeto que se encerra

Na maquiagem do mal.

 

Os sinos dobram, dom King,

E a contenda  começou

O jurubeba enfezado

De cara já perguntou:

-Onde tu compras tem pra homi?

És aquilo que consome?

Qualé, rapá?, androginou?

 

Com fleugma de bom inglês

O metro não perdeu a linha,

Ajeitou seu terno Armani

Que elegância na bainha!

O jurubeba, eu nao sei,

Mas perdeu logo o fairplay

E pediu uma cachacinha!

 

Marquinhos deu a cachaça

E o cabra cresceu no jogo,

A Mercearia veio abaixo

Nego fez  u´a roda de pôgo.

E o cabôco free-style

Mandou pra casa do caraio

Tudo que tava em jogo!

 

Foda-se a esportiva

Disse o jurubeba de cara

Não tolero a espécie

Que desgosto!, avis rara...

Lá da terra donde venho

Esse rapaz eu emprenho

Apollinaire, minha vara!.

 

Donde o metrossexual

Na contramão da barbárie,

Gabola e cheirosinho

Via de longe minha cárie...

Seus perfumes no ajuste

Qual o bolinho de Proust

Levava todos nos ares.

 

E o vento também levou

O modismo desse metro,

Ele num pega nem u`a letra

De um macho analfabeto...

Prefiro meu  travesti

Jesus Cristo!, eu estou aqui

E ai?, estás por perto?

 

Macho velho, invejoso,

Sou sensível e comedor,

Enquanto tu te esforças

Já fiz meu ensaio de amor...

Uso todo meu Lancôme

E não deixo de ser homem

Dá licença, faz  favor!!!

 

Se isso é ser macho, haha!...

Renuncio ao velho sapiens,

Gasto minha testosterona

Ê Mussum, dá-me um traguis!

Tu gosta é de cheirar a rolha

E sentir o bouquet da trolha

Afasta de mim esse cálice!

 

Fala sério, cachaceiro,

Como rejeitas esse bouquet?,

Tua vida na bagaceira

É maldição mais démodé...

Já sei que não te habilitas

Eu sigo In vino Veritas

E vejo os vermes  te roer.

 

Minha antologia de ressacas

É poesia suja, amiúde,

A lua na sarjeta é que ensina

mais que uma obra de virtudes...

Serás um belo defunto

E pra cidade de pés-juntos

Irás gozando muita saúde!

 

Entrou pela perna do pinto

Saiu pela perna do pato,

Quem quiser que conte outra

E siga Rousseau no contrato,

Pois o homem nasce direito

Mas depois vira um suspeito

E eu sigo no rumo do Crato!

 

 

 ( * Improviso  matutino desta terça para espantar os maus espíritos e entender os conflitos modernos... pero no mucho).



Escrito por xico sá às 12h39
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A GASOLINA AZUL DO AMOR

               O amor e também seus arredores – como as paixões ou até mesmo uma galinhada lírica – se movem graças a um único combustível: a dificuldade. Eis a gasolina azul dos que amam ou tentam. Dos que se apaixonam ou tentam. Dos que perseguem um pedaço de beleza mundo afora, como o bravo Bertrand de “O Homem que Amava as Mulheres”, filme e livro do xará François Truffaut (1977).

Discorro sobre o tal combustível por ter esbarrado, dia desses, com o site que permite o envio de mensagens, via e-mail, entre pessoas que se paqueram no trânsito – que não é o meu caso, pedestre convicto e inveterado discípulo do velho Johnny Walker. Pois os tais sites podem resolver, na velocidade de uma ejaculação precoce, o drama inicial de Bertrand na citada película. Qual graça há em eliminar os pequenos nós que nos levam aos bons alvos? No amor, de nada adianta "solucionáticas", só "problemáticas", para inverter o aforismo de Dadá Beija-Flor.

Estava o jovem Bertrand na lavanderia de mademoiselle Carmem, sua chegada, quando avista as pernas – só o par de pernas da “esplêndida desconhecida”, como diz o moço – e enlouquece. A bela dona desaparece e ele só tem tempo de anotar a placa do veículo em um maço de Gitanes: 6720 RD 34.

O bicho endoida a cabeçorra. Vai no Detran local (que deve se chamar Detran, mesmo, só que dito com biquinho) e tenta convencer os burocras da necessidades do nome da proprietária do veículo que evadiu-se. Nada feito, a França é uma Pátria séria e preserva a privacidade dos filhos seus. “Se a pessoa tivesse batido no seu carro, ainda vá lá, pois a sua seguradora poderia ter acesso aos dados da pessoa”, ouviu, oba!, mais ou menos assim, de outro burocra gordinho com feições de Balzac dos Pobres.

Os olhos de Bertrand brilharam como nunca. Não teve dúvida: no estacionamento mesmo cuidou de estilhaçar o farol traseiro e o pára-lama  do seu Renault ( ou Pegeout, velho Otto?) contra a mureta. Provocada a batida, retoma o labirinto da burocracia para tentar o reencontro com as esplêndidas pernas desconhecidas. Não havia visto sequer o rosto da moça, numa prova, como tem discursado este mal-diagramado que vos fala, que mulher é metonímia, parte pelo todo -basta uma omoplata, um rádio, um perônio, um queixo, uns braços, uns pezinhos... para que nos apaixonemos.

Só sei que vai lá, vem cá, guichês e mais guichês, advogado no meio, um buruçu danado, e o jovem Bertrand finalmente se vê diante da sua perseguida. Uma hora de café e conhaque depois...  descobre que não está diante da esplêndida, mas da sua prima, proprietária legal do veículo. O par de pernas, que atendia pelo batismo de Marianne, já deixara a cidade, de volta a Montreal. Não que o nosso herói não tenha apreciado uma metonímia qualquer na prima. Muito pelo contrário. Gostou e mutcho, mas...

É que no trapézio do cocuruto já balançava outra idéia: Bernadette, a recepcionista de uma locadora de carros onde Bertrand esteve na sua busca pela identidade do par de pernas. “Se tiver algum problema, venha me ver”, dissera a moça na ocasião. Lá ia Bertrand, novamente com o coração despedaçado.

Mas sempre movido pelo metanol de alguma dificuldade.

A boa conquista amorosa nunca dependerá do avanço tecnológico, dos miojos sentimentais, da “multidão sem ninguém” (MSN etc), dos serviços profissionais, caso dos sites de encontros ou placas, e sim das travas e lombadas do caminho.

A boa conquista, amigos, nunca será uma corrida de 100 m livres. Será sempre uma corrida com barreiras. Às suas marcas, senhoras e senhores!



Escrito por xico sá às 10h18
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