o carapuceiro



MACUNAEMO, O HERÓI POSSÍVEL

AMIGO TORCEDOR , amigo secador, do esforço inútil de o país se tornar uma potência olímpica, surgiu o Macunaemo, primo pobre e trocadilhesco do herói sem nenhum caráter, um tal de Macunaíma, que nasceu no fundo do mato-virgem e da pena de Mário de Andrade, aquele mesmo do vestibular, meu querido e amado leitor jovem.
O Macunaemo é filho não de uma pura índia tapanhumas, como o bocó e demodè herói da nossa gente, mas de uma mestiça do Terceiro Mundo que se engraçou com um órfão legítimo do planeta globalizado, um galego anglo-saxônico, hétero sensível que ama o lirismo possível do rock hardcore, sim, a poesia está mais para o barulho, som & fúria, esses clichês maravilhosos, do que para as frescuras do João Gilberto e um Brasil que não existe mais a não ser nos segundos cadernos.
Nosso herói moderno não diz: "Ai! Que preguiça!...".
Macunaemo desaba no choro, não por ter perdido o ouro, mas pelos buracos olímpicos d'alma.
Quem nunca esqueceu a vara em casa que babe no divã mais caro de Viena, Leblon, Higienópolis, Ondina, Espinheiro ou Jardim Europa.
Macunaemo, que surgiu em prosa do acaso domingueiro com Ortinho, cantor e compositor do jazz de Caruaru e do fim do mundo, é um ser quase olímpico, o que rói a corda, o quase também da música de Fred 04, "porque estamos quase lá, sempre, a gostosa da praia que dá, não dá, dá, não dá mole...".
No futuro, o Macunaemo vai rir disso tudo, porque só nos restará os esportes coletivos, o resto será tudo programado para bater recordes, competição científica e nada esportiva -como é um pouco hoje, noves fora os bravos negões jamaicanos que enganam a vida na curva como esse coqueiro que dá coco-dub da Nação Zumbi e outros futurismos.
A Olimpíada terá tanta graça quanto uma corrida de 100 metros rasos da F-1.
Os atletas nem precisarão ficar em suas marcas, nada de tiro de pistola para o alto, carece apenas que um tiozinho olímpico meça a possibilidade genética no sangue de cada ratazana do espetáculo.
Agora sim, ai, que preguiça, Dorival Caymmi! Pára o mundo, o grid, que eu quero uma rede. Para que tanta pressa, amigo, se o futuro é a morte, morrida ou de tiro certeiro?
Que fascismo submeter nossos jovens, que já venceram etapas sociais muito mais grandiosas, a esse orgulho idiota decidido nos laboratórios de atletas. Vamos fazer bonito na várzea mais próxima, sem jet-leg, no almoço de domingo, com flores para as nossas negas, mães e amores, e continuar rezando, como Jorge Ben e Antônio Maria, para as moças, ai, dorivei geral, populista do amor e da sorte, ai que preguiça do mundo.
Post scriptum, P.S.: Gerado no mundo virtual, entre uma Lan house do Capibaribe e um albergue de Amsterdã, o Macunaemo conhecerá seus pais no Recife ou em Olinda, no carnaval que se aproxima, evoé, Baco, chega de trabalho para enriquecer os outros.
Agora mais um chorinho, o Macunaemo merece: por que todo mundo acha apenas que Dunga & cia. devem fazer o papel de românticos em um Brasil f.d.p. que põe o cano na cara do outro, seja no beco escuro seja nos ambientes ditos civilizados?

*crônica q publico às sextas, na folha de s.paulo



Escrito por xico sá às 04h24
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FAZ DE CONTA QUE SOU O PRIMEIRO

Ailton não é apenas um bom garçom. É especial. Criatura abençoada. Especialíssimo. Do tipo que cria laços de estima e consideração com os fregueses. Do tipo que ouve, aconselha, amansa os traídos, acalma as mulheres de bêbados infiéis, bota ordem na casa, devolve uma certa paz ao universo.

Melhor ainda, Ailton é do tempo em que garçom sempre sabia o resultado do futebol. Do tempo em que torresmo não fazia mal, do tempo em que os homens não tinham medo da sorte nem do colesterol.

Toda essa sabença, como ele trata a  soma de sabedoria com experiência, é servida de bandeja à freguesia.  

No boteco, ele é tudo ao mesmo tempo: sócio-proprietário, caixa, segurança e DJ _e só toca vinilzão de samba antigo. Adora João Nogueira. “Oh, minha romântica senhora tentação/ não deixes que eu venha sucumbir/ neste vendaval de paixão”. Essa toca até furar o disco. Principalmente quando tem alguém chorando as pitangas amorosas. Entre tantas serventias, esse negócio de amor e dor é com ele mesmo. É mestre, rima e solução da parada, honras, ombro amigo da casa.

Eu mesmo já fui perdidas vezes consolado pelo cara. Dor de corno, daquelas que não passam com cachaça ou aspirina, é com ele mesmo. Vai no ponto, na veia, um neurocirurgião do amor. Primeiro o afago, a compreensão e o ouvido ao alcance do freguês. No fundo musical, põe logo o vinilzão com “Peito Vazio”, de Cartola _``Procuro afogar no álcool a tua lembrança/ mas noto que é ridícula a minha vingança...” Dois, três conselhos depois a gente está pronto para outra, digo, outro chifre, esse inevitável adorno que o destino teima em parafusar sobre nossa fronte de artista.

Numa dessas sessões “macho em crise”, Ailton me deu uma dica genial. Notou, sensível que é, a minha dificuldade em descolar uma nova costela, uma nova deusa para enfeitar o meu pobre muquifo em desalinho. Uma dica importantíssima. Simples, simples de tudo, até boba, mas de uma sabedoria e tanto. Uma beleza de estratégia.

“Seguinte, meu amigo, chega de saudade... Senta aqui, nessa primeira cadeira do boteco, que a vida vai sorrir pra ti”, disse, arrumando uma mesa bem na calçada, quase na rua, de frente para o crime.

Sem deixar a bola cair, emendou, de prima:

“Ora, compadre, todo dia tem uma mulher que sai para o bar, revoltada, muito revoltada, e diz para ela mesma: "hoje eu vou dar para o primeiro que encontrar”.

Desde então procuro sempre ser esse `primeiro´homem estrategicamente bem localizado, na vanguarda da carençolândia do universo, que pode tirar proveito da fúria caseira de uma mulher.



Escrito por xico sá às 15h29
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MUITO ALÉM DAQUELA FRESTA

Sim, a grande arte de brechar. Ou, como quer o dicionário, o vício de espreitar, espionar, observar.

O brechador não é apenas um voyeur comum. Não é apenas um homem que olha, como no romance homônimo de Alberto Moravia levado às telas pelo tarado genial do Tinto Brass.

Brechar é olhar além das lunetas e das janelas indiscretas. É aproveitar uma fresta mínima da existência, é o alumbramento quem vem aos olhos naquele banheiro de palha dos quintais das antigas, a moça nuinha de tudo, a primeira visão de Manuel Bandeira, lembra?

Brechar não se trata de espiar a vulgaridade devagar,baixaria-slow, do Big Brother.

A arte da brecha é sofisticadíssima.

Contou-me outro dia o bravo Jones Melo, em pleno set de filmagem de “Baixio das Bestas”, do compay Cláudio Assis, que existiam verdadeiras “gangues” de brechadores no Recife e Olinda.Coisa dos anos 70,80, pelo que me lembro.

Os rapazes, em bandos, saiam à procura das melhores brechas por sobrados & mocambos.

Claro que sempre arriscavam tomar uns pipocos de espingarda de sal ou chumbo nas costas. Pais e maridos brabos que não permitam tamanha safadeza nos seus códigos de honra.

Nostalgia precoce à parte, bendita época em que o crime era tão delicado quanto um olho numa fresta.

Brechar está para os pobres e menos aquinhoados dos subúrbios como a arte do voyeurismo está para os ricos que freqüentam clubes especializados no assunto.

Se bem que fica difícil botar luta de classes e definir a diferença entre um e outro. É mínimo o limite entre quem brecha e quem voyeuriza.

Um particularidade da arte de brechar, que vai além do voyeurismo, consiste, por exemplo, no flagrante da cor da calcinha, num simples lance de pernas, polaróides do desejo, frações de segundos, um cruzamento de coxas que embaçam nossas gafas e lentes de aumento.

Brechar é sobretudo a arte da paciência.

O cinema, por exemplo, é uma brecha e tanto. Como no clássico nacional “O Olho Mágico do Amor” (1981), filme de Ícaro Martins e José Antônio Garcia, uma coisa!Clássico dos clássicos recentíssimos.

Brechar é...

Esperar por horas o momento em que ela se despe, no edifício em frente, e passa correndo pela janela onde fixamos as retinas. Horas postado por apenas 15 segundos de nudez, nudez que mais parece um vulto, mas vale por sabemos que se trata da doce nudez de tudo.

O brechador ou brecheiro obsessivo é capaz de qualquer coisa por apenas uma visão de uma perna, uma meia lua de bunda, um peito, um umbigo que bem poderia ser visto na rua _mas ao brechar vira outra coisa, outro tipo de beleza, como dizem estes viciados plantonistas.

O brechador é capaz de deixar um casarão em goteiras, apenas para roubar, sobre as telhas, a impagável visão da casa de uma bela adormecida.

 Olhos não se compram. Quem brecha tocaia a beleza, a única promessa de felicidade imediata e possível.



Escrito por xico sá às 23h54
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BAUDELAIRE DE BANDONEÓN

una estranha palabra  nos une en la calle, no leito e na via láctea de hoy por delante. Ainda não sei qual a trilha sonora da nuestra noubellita amorosa ou ficosa, de ficare, ficaraón [ficar + tataruón, la cona na linda melodia del guarany] como diria meu maestro em portuñol selbarre, don Douglas Diegues. ficar de ficare, nueba mueda de los chicos y chicas de las boates que não combina com un viejo como yo, bem, como estaba a dizer, una palavra muy bela, a mais encantadora de las castanholitas que batem entre la lengua e el palato, um vocábulo de responsa, quase uma sonata numa só palabra, una palabra que hay lido carmencita de las alterosas rogada en mi sofazito da cor dos nuevos biños das beiras do rioja, una palabra que achou en um poema do Tuca, libreto muy belo do argentino, digo, do boedaníssimo spleen de Boedo, Baudelaire de bandoneón de todas lãs manos de un polvo, a quem tive el prazer de conhecerlo en um seqüestro de escribas y poetas de boinas en puerto de las galiñas, nueba Holanda del brasil. una palabra que guarda la luna refletida como noá-noá de david goodis, “puedo sentir el ruído del água”, me sopra Casas, son las dos de la mañana y mi corazón chacoalha na pista de la ilusión enquanto tu bailas no praga, en la calle de turiassu, san Pablo, un tenro hoqueyroll que me encanta, com um sorriso que é capaz de tirar leite e comoción da mais inanimada das bidas de un pobre paralelepípedo esquecido sob pneus e pés sem rumo.

* do libreto "la mujer es un gluebo da muerte" ,edição YiYi Jambo (hermanita de las cartoneras), Asunción, siempre con renovadas e guapíssimas tapas del artista Domador de Yacarés.



Escrito por xico sá às 02h57
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