o carapuceiro



DOIS DEDOS DE PROSA

Neste sabadão, 27/09, às 10h, tiro uma buena onda ao lado do amigo do corazón Marcelino Freire. É no evento chamado "Entre a diversidade e a identidade: encontros com a literatura brasileira".A mediação é de Sônia Melchiori G Gatto. O papo é na Sala dos Espelhos, Memorial da América Latina -metrô Barra Funda, para os pedestres como este locutor que vos fala. Inté lá.

 



Escrito por xico sá às 23h42
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QUANDO O LUSCO-FUSCO TE ROUBAVA DE MIM *

Um buraco vazio sem nome tinha-se instalado na parte posterior do meu cérebro depois de um estranho sonho com Antonin Artaud.

Artaud estava sem ópio e blasfemava.

Corta para a cumeeira.

Por que o mundo deixa um homem como Antonin Artaud sem ópio se bem sabe, como havia alertado o próprio, que o autêntico toxicômano não se abastece na farmácia muito menos no trafica.

Sentia que o buraco se alargava numa erosão pontualíssima: sempre que o relógio batia seis da noite. Era quando o lusco-fusco te roubava dos meus olhos, eu chutava o velho rádio que tocava a ave Maria de Schubert ali em cima dos sacos de estrume, e aquela idéia fixa dependurada na ponte de safena bombeava o sangue encorpado que corre nas veias dos perdedores. Tentava te apagar como naquele filme que havíamos visto juntos de mãos atadas, tentava ficar parado num canto, imóvel, fixo, naquela inércia que só um louco à vera é capaz. Não era o meu caso.

Fazia força, os dentes rangiam, tanta força que as botas de agrimensor e poeta-bosta-de-cavalo rasgavam o chão, cratera por todos os cantos da casa e ruínas que não nasciam apenas do delírio, lá mesmo estavam, trouxe aqui esses pedaços, doutora, como prova definitiva.

Esta é a foto dela, doutora, sim, polaroid, ela cometeu a maior das traições. Quebrou o nosso trato. Tínhamos lugar marcado e tudo, e não seria no crepúsculo. O acerto, repare aqui nesse caderno que lindo o nosso acordo por escrito, assinado com o sangue dos polegares durante uma bela viagem ao redor da nossa própria casa. Como a gente ria olhando aquelas vaquinhas alteradas pela nossa consciência.

Sim, esse era o nosso sítio, onde nos exilamos depois da descoberta que não carecíamos mais das rodas sociais clubes. Teríamos que nos esconder para gastar o nosso amor que não era nada pouco. Em noites de vagalumes apagávamos todas as luzes, acendíamos um e chorávamos, chorávamos... Repare nosso trato:“(...)E quando sentirmos que nada é mais intenso do que o nosso amor nesse mundo(...)” Ela quebrou nosso trato e agora nem mais a morte faz sentido, só esse buraco enorme que Artaud, na miséria da abstinência, me mostrou em sonho. Ela quebrou nosso acordo de morrermos juntos com uma dose de algum hipnótico não-barbitúrico, conforme deixou pistas no livro marcado à página 244**, uma edição que havíamos comprado em Lisboa em viagem de lua de mel, no ano da graça de 1.995.

 

* da série contos fatais, ficção incluída no meu libreto "Tripa de Cadela & outras fábulas bêbadas" (ed. dulcinéia catadora, R$ 5).

** do livro "Suicídio: modo de usar", de Claude Guillon e Yves Le Bonniec (ed. Antígona, Portugal).



Escrito por xico sá às 20h15
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O HOMEM-PROJETO, A OBRA ABERTA E O MACHO INACABADO (parte II)

Cuidado, ele está solto por ai. É o homem-projeto, um onipresente. Está em todos os salões, lançamentos, vernissages, guichês de isenção fiscal, concursos da Petrobrás, festas, restaurantes da moda, bares descolados, na Praça Benedito Calixto (SP), na feira chique de produtos orgânicos do Leblon, no Baixo Gávea, em Porto Alegre, no Recife, Dagrão do Mar em Fortaleza, Salvador...  Com o aumento do contingente no exército de reserva, nem se fala, o homem-projeto começou a se multiplicar como Gremlins. Uma praga.

“Por falar nisso eu tenho um projeto...”

 “Acabei de inscrever um projeto...”

“Estou preparando um projeto...”

“Estou captando para um projeto...”

“Copiaram o meu projeto...”

“Puta projeto...”

O macho e a fêmea-projeto alimentam a paranóia delirante do plágio dos seus projetos. Alguém na sombra estará sempre copiando as suas idéias. Originalíssimas, diga-se. Fazem um mistério danado dos seus projetos. Quando contam, tudo não passa de algo tão novo quanto uma missa do galo, tão inédito quanto o “no princípio era o verbo”.

Se tem algo que não se rouba em um país de obras inacabadas é projeto. Se há mais projetos que larápios, que sentido faz o rapto?

Para completar, o amor próprio, esse orgulho besta, acaba também inviabilizando o prazer do plágio. O que se tem, na boa, não passa de uma angustiazinha da influência, no máximo. Sabe o que ocorre? Todo mundo quer ser dono do seu projeto e do seu próprio nariz, até mesmo aquele lesado senhor que teve a napa subtraída pela navalha do barbeiro de Gogol. Correu atrás e achou, rapé do bom.

 

            Sem-talentos, procuram-se

 

Logo logo não restará sequer uma criatura sem projetos no Brasil. Uma nação de artistas e produtores culturais. Como no conto “Dois Augúrios”, de Villier Adan-Lisle, encontrar um sem-talento será motivo de foguetório, mercadoria rara, lance inestimável, brindes ao infinito. Atenção sem-talentos, sem-cerimônias em geral, cartas e currículos para a posta restante deste escriba ibid idem.

Logo mais não teremos encanadores, bombeiros,eletricistas, bancários, pequenos agricultores, a boa gente do comércio, excelentes amassadoras de pães-de-queijo, exímios pontas-de-lança, mulheres prendadas, tapioqueiras, profissionais do lar... Apenas escritores, cineastas, praticantes da nanoarte (ah, você está por fora, trata-se da tribo da nanotecnologia, ramo da cultura digital que beira as raias da linguagem atômica), humoristas de televisão, críticos benjaminianos, pintores, tradutores, tribalistas, transgressores...

Para completar, viramos até pátria da ginástica artística, olímpica... Era só o que faltava para a nossa ruína!.

Ah, saudades da nossa vocação agrícola, dependente apenas de algum crédito público, meteorologia de adivinho e bravos homens do campo. O novo celeiro do mundo, calorias para todos, futuro à vera, “de pé, famélicos da terra!”

Agora até os nossos bons médicos são doutores de “Caras”....

Para completar o desastre histórico, como as mulheres têm queda para os homens-projetos! Assim como o pendor eterno, a asa quebrada pelos tolos.

 Isso quando elas mesmas não se antecipam e inventam os seus arrazoados de arte. Cadê a gente normal, a missa, o Fla-Flu, o Sansão, o Grenal, o Ba-Vi, o Clássico das Mutidões, Santa x Sport, o Icasa X Guarani, o almoço de domingo, o “amor só de mãe” -como me venderam no aforismo do pára-choque mais afetivo?



Escrito por xico sá às 11h53
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