o carapuceiro



TECNOLOGIA DE PONTA

Domingo é dia de macarrão nos arredores da feira do Bixiga, programa paulista-roots, domingo é dia de crônica para reconfortar uma amiga que acaba de ser vítima de flagrante delito ou mal-entendido, ah, essas fotos digitais que fazem da vida um grande Big Brother, meu velho Orwell, essas fotinhas digitais que embaralharam ainda mais a noção do que se tinha sobre o nono mandamento –não cobiçais a mulher ou o bofe do próximo(a) .

Boate Vegas, int/noite, quinta-feira, São Paulo.

Um perigo para os adúlteros, traidores ou simples e bissextos puladores de cerca essa coqueluche das maquininhas e celulares. Elas estão por toda parte, festas, restaurantes, bares, eventos, comemorações de fim de ano da firma... Como estão embutidas também nos celulares, a brigada moralista, que também é onipresente, pode muito bem enviar na hora, na bucha, para o email da suposta vítima do chifre, o flagrante delito.

Isso é o que se pode chamar, à vera, de tecnologia de ponta.

Muito melhor e eficiente do que as velhas cartas anônimas por meio das quais os drs. Bovarys e as suas Emas de antigamente eram denunciadas. As missivas, aliás, hoje foram substituídas pelos hotmails anônimos da vida –  quem-avisa-amigo-é@hotmail.com ou quem-avisa-fofoqueiro-de-plantão-é@hotmail.com.

Mas nada como a fotinha, embora possa dar em muita confusão sem sentido ou lastro de verdade. Dependendo da malícia e do enquadramento do componente da brigada moralista, por exemplo, um simples beijo mais perto da boca pode render um rebuceteio dos diabos. Um olhinho fechado _às vezes por descuido ou cansaço paulistano_ pode ser o fim do mundo. Uma tragédia amorosa sem precedentes nas páginas policiais.

CENAS DE SANGUE NUM BAR DA AVENIDA SÃO JOÃO!

Pior é que, além dos delatores de plantão _velhos calabares do amor_, há ainda o efeito Blow Up.

Lembram do filme de Antonioni?

 Na fita, um fotógrafo revela, sem querer, um crime que estava rolando no exato momento em que disparava sua câmera para tirar o retrato de pessoas em um parque. O crime estava por trás do beijo de um casal, se a memória carcomida pela maresia não me trai.

Os fotologs, estes álbuns pendurados na internet, são mestres no efeito Blow Up. Você vai ver as fotos de uma festa e, pimba, lá está o(a) amado(a) em caliente fuça-fuça ou, pior, nos braços de um(a) outro(a) qualquer, como na lírica de nervos de aço de Lupicínio.

É, acontece.

Infelizmente as maquininhas estão soltas por ai, sempre revelando, como na canção bossanovista, enormes ingratidões. 

 Antes os bons tempos da filosofia de pára-choque, como leio agora naquele caminhão que passa aqui na minha frente:  “O que os olhos não vêem o coração não sente”.



Escrito por xico sá às 20h27
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Ô PSIT!, Ô DO SOFÁ!

amigo torcedor, amigo secador, amiga diletante, amiga maria-chuteira, se vosotros não temeis assombrações, uma dica ludopédica: toda quarta, 23h30 (uma hora a menos no Brasil de verão), na tv cultura, o mundo gira e a parabólica roda no programa Cartão Verde. Tô na bancada-botequim na companhia dos caros amigos Sócrates, el brujo, Vladir Lemos, nuestro James Dean, e o brilho de uma mente fria e calculista do Vitor Birner. mandem emails, esculhambem, tirem onda, tomate y maravilha.

Escrito por xico sá às 21h45
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PRECISO DO MEU ESPAÇO

Aquém muito aquém de Barbarella e suas futuras galáxias, reinou Dale Arden, que alimentava o seu herói,destemido macho-loreal do infinito, com o melhor dos alpistes que pode receber um homem na hora da aflição e do sufoco monstruoso: “I love you Flash Gordon!”. Era ouvir tal mantra e o bom rapaz quebrava tudo, seja no reino mais cool ou no planeta mais quente e colorido... era como estivesse sempre a bordo de uma bela camisa havaiana tremulando feito bandeira do fim do mundo.Era um tempo de muita decência e elegância entre machos & fêmeas, não tinha essa modinha terrestre de “preciso do meu espaço”, ai, ui, que frescura! Era um tempo de vem cá meu bem, vamos rachar a taboca do universo, cola bonito, gruda a costela-superbonder na minha cama de mola, pula dentro desse vestido e vamos humilhar a pista com o rock que ressuscita ladrilhos pré-históricos e faz de lagartixas os dinossauros mais modernos de 2.046. Era um tempo em que a simples menção de “era uma vez” dava um nó das épocas e calendários, a criatura não sabia se estava no passado ou no futuro... Simmmm, as mulheres e seus heróis intergalácticos eram fortes, lindos e destemidos, feitos um para o outro, não tinham essa leseira-fake da moda e seus miojos de passarela, nada de sopinha instantânea, as coisas eram para sempre, em vez de perdidos no espaço com suas dê-erres (discussões de relações sem pé nem cabeça), sabiam que o eterno é o melhor que se faz agora, assim na terra como nas galáxias, sabiam que o moderno do moderno, de qualquer época, é igual a um “eu te amo” da heroína de Flash Gordon... não sai de moda nunca, never, forever, nevermores ao infinitum.

 

<XS para Juisi by Licquor>



Escrito por xico sá às 14h59
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SEM CHANCE, GI!

          Gisele Bündchen não acha marido por aqui. Sim, amigo, em alguns lugares do Brasil, a dita über mega super modelo não arrumaria nem para o sal, como bodejam as gentes antigas do interiorzão.

Mostro a foto da modelo na capa da revista, o caboclo entorta os beiços, silêncio no deserto, fecha um pouco os zolhos gastos pelo solzão das esperas, e economiza palavra e saliva: “Presta no amolegamento não, dotô, pegar adonde eu vô?”.

  Amaro, 44, balbucia, agora mirando com um só olho, como se fosse dá um tiro de espingarda soca-soca de matar nambus, preás, codornizes e outras misturas e marrecos: “Tão graciosa calunga e passando necessidade!”

Pense na viagem!

No terreiro de casa, passa o rio São Francisco, meio acabrunhado depois da construção da vizinha hidrelétrica de Xingó. No quintal, tem a grota de Angicos, onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram chacinados no ano-calibre de 38, 1938, sete cabalísticas décadas atrás.

No cardápio, dona Gilda Nunes, 58, mãe de 12 criaturas, transforma a memória de necessidades e secas brabas em gastronomia de primeira, coisa fina mesmo. Da cabeça-de-frade, aquele cacto redondinho com o cocuruto vermelho, faz um doce de lamber os beiços; do talo da urtiga faz uma salada para acompanhar o surubim, peixe que já escasseia no velho Chico cansado de tretas. Do facheiro, também nascida na teimosa flora semi-árida, sai uma geléia de matar de inveja o D.O.M. e o Fasano, para citar dois dos mais premiados e metidos restaurantes paulistas.

“A gente tem que aprender a tirar desse deserto tudo que é sustança”, dá o mote-exemplo. “E isso vem de longe, eu já aprendi com a minha mãe, que aprendeu com a dela, que aprendeu mais atrás ainda e as minhas filhas já fazem tudo melhor do que eu.”

Luíza, novinha cheirando a leite, é uma dessas meninas. Faca amolada, tira os espinhos dos cactos com a habilidade de um japonês cortando peixe para fazer sushis. Um mar de água, o cacto desmancha-se na bacia. “Muita gente já matou a sede, em tempo ruim de verdade, com essas plantas”, repete a narrativa que ouviu dos mais velhos. “Os bodes tiram os espinhos espezinhando a cabeça-de-frade, depois enchem o bucho, felizes, Deus sabe o que faz.”

O doce do cacto é de botar abaixo qualquer regime ou cuidado de mulher com a silhueta. Lembra doce de mamão verde, mas é muito melhor mesmo. Embora algumas mais jovens já sigam os padrões estéticos importados na parabólica, sertanejo que é sertanejo aprecia mesmo é uma moça roliça, cheinha. A Gisele, repete Amaro, teria sérias dificuldades para arrumar marido na nação semi-árida.

Macho considerado também é o que apresenta sinais de fartura para encobrir o esqueleto. Homem fornido, redondo na cintura e nas bochechas, barriga que dá o ritmo em qualquer forró. “Quando tu balança dá um nó na minha pança”, como na lição gonzagueana.

“Hoje em dia, na capital, tem essa moda de graveto, coisa sequinha, só o osso, as moças parecem aquelas vaquinhas da seca, andam tudo desconjuntadas, pernas destrambelhadas, que diabo de tempo é esse?”, pergunta dona Gilda. “Tem moça que é só o fiapinho de gente. E moça rica, com condição de comer direitinho, com bufunfa, dinheiro.”

De certa forma, o pendor pelos mais cheinhos e cheinhas, sinais de bonança, não deixa de ser uma vingança estética contra a memória da fome, sertão dos flagelos. A busca da fartura até nas carnes de casamentos e pecados, cercas tantas do amor. 

Mas no restaurante familiar de dona Gilda, de nome Angicos, batismo que nem carece de placa, as moças sequinhas das metrópoles escapariam com peixes e saladas da caatinga.

“Mas aviso logo: comer pouco aqui é uma desfeita”, diz. “Gosto de quem come como se o mundo fosse acabar logo um tempinho depois.” Para a sobremesa, além dos doces, redes estendidas debaixo de mangueiras garantem uma sesta de rei de España.

Crônica de uma viagem inesquecível pela nação semi-árida, que me rendeu “Nova Geografia da Fome” (ed.Tempo d´Imagem), homenagem a Josué de Castro, gênio da raça, cujo centenário de nascimento acontece também neste ano de 2008, salve, salve!



Escrito por xico sá às 16h52
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