o carapuceiro



UM HOMEM INVISÍVEL NA MULTIDÃO

Passa boi, passa boiada, e ninguém olha pra você. Ninguém reconhece, ninguém fala, você não existe. Você é apenas uma mão esticada na multidão. Uma mão rejeitada. Ponha lá a Gisele Bündchen e a Naomi Campbell e  ninguém  reconhecerá as beldades. Ponha lá um Santoro, um di Caprio, e nenhuma moça dará gritinhos umedecidos. Lá, nenhuma gazela pára o comércio, nenhum astro incomoda o trânsito.

 Distribuir panfletos ou santinhos nas ruas é atingir a invisibilidade total, desintegrar-se, escafeder-se, tomar o chá de vidro da desimportância generalizada. E o mais ingrato para esta mão amiga que vos procura foi não ser notado por uma dadivosa cigana com a qual acabara de ter vivido um affair. Se vocês, finas flores, reclamam da falta do telefonema do dia seguinte... imaginem o silêncio dela, cortante como o frio gelado naquela manhã na Paulista.   

A fofa até pegou o panfleto que eu distribuía -"Rosa de Ogum, trago o seu amor de volta em três dias"-, mas não viu meu rosto diluído na massa, não disse sequer um "ola, que tal?!', um "oi" sem graça, um muxoxo, um zumbido raivoso de abelha rainha. Fiquei a mascar o jiló do desprezo. Ela passou na sua marcha elegante para os braços de um outro vagabundo qualquer.

Os amigos bons também nos desconhecem nessas ocasiões. Na mesma esquina da Paulista com Augusta, passaram pelo menos seis camaradas, em um intervalo de quatro horas, que nem ensaiaram um bom dia. Conhecidos às pencas -daqueles que nos cumprimentam calorosamente na balada- também desfilaram na passarela da rejeição.

Só me restava pedir à milagrosa Rosa de Ogum que trouxesse meu rosto de volta. Eu sei, ele não é lá esses Marlon Brandos todos, mas é um rosto. Carcomido pela maresia do tempo, mas um rosto. Madame Rosa de Ogum é o remate de todos os males, resolve de tudo: "Se você está com problemas na sua vida, desânimo, doenças, impotência sexual, dores de amores e corações partidos, lares desmoronados, casamento em ruínas,  falta de dinheiro, filhos problemáticos, inimigos ocultos, falsos amigos..."

E será que o dinheiro compensa aqueles momentos de invisibilidade? Paga-se entre R$ 10 e R$ 20 reais (casos raros) por dia para um distribuidor desses papéis avulsos. Rosilene Gomes, 19, suburbano coração de fechar camelódromo, acha uma moleza, serviço ótimo. "E nem preciso gastar batom, pois ninguém vai se enxerir para mim mesmo", conversa, enquanto solta o seu apelo _"Seja um detetive profissional -desperte a garra que existe em você".

O distribuidor de panfletos é um VIP às avessas, mas um VIP, donde a sigla passa a significar "Very Invisible Person". E a condição não atinge apenas essas criaturas. O psicólogo Fernando Braga da Costa viveu louca experiência sobre o tema. Durante oito anos, enquanto estudava na USP, trabalhava um período do dia como gari no campus universitário. Como aluno era celebrado pelos colegas e professores, mas estes mesmos amigos não o avistavam ali frente da faculdade de Psicologia com uma vassoura na mão. A sua história deu tese de mestrado e o livro "Homens Invisíveis -relatos de uma humilhação social" (editora Globo).

Ofendido e humilhado estou também eu,  por causa da mulher que passou e não me viu na Paulista. Liguei para a desalmada, que riu às pampas dessa comédia. Na despedida, ouvi o pior que se pode ouvir de uma mulher: um geladíssimo "a gente se vê".



Escrito por xico sá às 23h52
[   ] [ envie esta mensagem ]




AOS BICHOS COM AMOR

Os animais de estimação são mais importantes no amor do que supõe a nossa vã filosofia.

Importantíssimos.

 Já terminei romances em que fiquei com tanta saudade da ex quanto do seu gato, cachorro e até dos ratos que roeram as nossas vestes do desejo.

Quando ainda morava no sertão, nos tempos pré-politicamente corretos, ficava morrendo de amor pelos tatus criados em fundo de quintais ou tonéis, preás de estimação, tejus, timbus, morrendo de amor pelos macacos e até pelos papagaios, dá o pé, louro!

Também já ocorreu de conquistar mulheres, ou pelo menos consolidar boas histórias amorosas, por demonstrar carinho e afeto com os bichanos. Como sair de casa altas horas da madrugada para comprar a ração do felino. E de quebra, trazer um patê especial para o danado.

Sim, o amor passa pelos bichos, eu acredito.

Uma mulher que afaga e trata bem o meu cachorro, meu corvo Edgar, meu papagaio Florbé ou minha gata Margarida, marca pontos importantíssimos, além de fazer o necessário, que é respeitar essas e inocentes e existencialistas criaturas.

Claro que essa forma de ver o amado ou a amada nos seus animais de estimação pode gerar também pequenos desastres. Uma amiga do Rio, por exemplo, evitava as gracinhas do cão do seu ex sempre que ele aprontava. Chegava a ser indelicada, grosseira, como se visse naquele labrador as pisadas na bola do seu dono. Acontece. Afinal de contas os bichos ficam um pouco, com o tempo, com os mesmos focinhos dos seus digníssimos "proprietários".

Além de tudo isso, pelos animais que possui se conhece mais um pouco um homem.

Sério.

O cara que cria um gato tem muito mais chance de ser um homem sensível, embora até enfrente um certo preconceito entre os seus amigos, que insinuam uma certa "veadagem", para usar o termo do qual abusamos nos nossos encontros masculinos de futebol e boteco.

O homem que passeia orgulhosamente com o seu pitbull pode até não ser um monstro, mas aquela focinheira já diz um pouco do seu dono, não? Não que o cão tenha alguma culpa, ele está no mundo dele. O erro é de que o desloca e o usa para exercícios de violência.

 Mas voltemos aos gatos, esses metafísicos e misteriosos animais. Como eles dizem tudo sobre o amor e sobre nós. O casal briga e eles incorporam o barraco. O último que conheci a fundo, de uma ex-mulher, o qual ainda hoje vejo o vulto branco e tenho saudades, quebrava tudo, virava os objetos da casa pelo avesso, depois das nossas brigas.

Na harmonia e no amor intenso, lá estava ele, sempre aos nossos pés. Como eles adoram ver e sentir os cheiros da hora do sexo. Eta bichanos voyeuristas. Esse gato, especificamente, sempre se enroscava na cama depois das nossas melhores noites. Dava uma passava como se para cumprimentar-nos pelo afeto e pela performance. Era o seu "miau" de parabéns, como se dissesse, a nos arranhar de leve, "estão vendo como o amor pode dar certo, seus cachorros?!"

(Esta coluna é dedicada a DÉLI, corruptela de "delícia" ou "dilici", como na língua falada do Brasil de cima, uma vira-lata que veio com o último dos amores. Agora mesmo brinca com a tempestade na janela).



Escrito por xico sá às 20h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




DE FLOZÔ NA JANELA DO MUNDO

Ele só quer saber do computador, queixa-se minha amiga Djanira, queixam-se quase todas, as fofas e as ranzinzas, as cheinhas e as magricelas, as afilhadas de Balzac e as novinhas cheirando a leite de cabra.

O queixume, a queixa realçada com o blush escandaloso do ciúme, toma conta da humanidade, de NY à lan house da pracinha de Solidão, no semi-árido mais caliente de Pernambuco.

Umas esperneiam, resmungam e blasfemam contra os céus e o destino; outras ficam na delas, mas se roendo por dentro, deixando escorrer na pele a resina negra das mágoas com datas de validade vencidas.  

Não é regra, mas aqui e ali o tom é mais histérico na classe média, mas também gritam as burguesas de palácios e algumas fêmeas de palafitas, de Brasílias oficiais e Brasílias Teimosas, do Savassi à Cabana do Pai Tomás na BH das Alterosas, de Conjuntos Cearás e de Aldeotas, a vida sempre será um agonia batendo na porta, como um mendigo sujo que pede restos e sobras, como em uma canção triste dos Beatles em uma madruga de fantasmas que reviram fronhas e lençóis.

Ela só quer saber do computador, queixa-se Amaro, velho amigo, que caiu na besteira de fuçar as gavetas internéticas da costela amada. Para quê, meu Deus, não faz isso, Amaro, toma tento, esse menino!

Legítima Madame Bovary dos tempos digitais, a moça tem lá os seus xenhenhéns platônicos -espero que não passe disso, bom Amaro- e deixou o mancebo com o capinzinho da desconfiança entre os dentes perdido num mundo sem porteira.      

Na dramaturgia do olho-no-olho ou na mentira da distância on line, a vida teima em castigar do mesmo jeito. Antes uma boa pulada de cerca virtual, meu amigo Amaro e minha amiga Djanira, do que a velha mancha de batom na cueca.

Mal escuto as queixas acima, me chega um outro amigo, aqui batizado apenas de J. para evitar o falatório público em Reriutaba, conhecida no Ceará como a terra que mais exporta garçons para o universo.  

J. não poderia ter outro ofício, claro, e me relata o ocorrido sob as suas telhas depois que adquiriu para casa o primeiro computa. "Os meninos estavam precisando para ajudar nos trabalhos da escola", diz, triste e macambúzio.

O Juninho, segundo o nosso amigo garçom, é um "crânio", domina o mundo moderno, tira até o PIS do papai na página da Previdência, um demônio, já se arrisca também no inglês, um orgulho. 

O problema tem sido a caçula, a gazela, Carol, a menina, uma peste no Orkut, ele pede clemência, com toda ingenuidade e machismo cozinhado na moleira sob o sol dos trópicos sertanejos. O problema não é só esse, conta ainda, a desgraça é que a mulher agora também deu para ficar de flozô na janela de Bill Gates.

É amigo, o computador é uma maravilha moderna, mas já virou também o eletrodoméstico paranóico dos lares doces lares, a nova máquina de realçar no branco que lava mais branco o batom e as manchas do ciúme.



Escrito por xico sá às 12h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




VOCÊ É O MEL

Composição: (Cole Porter ) Versão: Augusto de Campos Na voz do bardo genial de Irará TOM ZÉ:

Meu dom poético é tão patético,
Que eu não sei mais falar
E já prefiro até me calar
Para não me abalar.
Não acho bom
Mostrar o meu som,
Vou ficar só no ABC.
Mas se a cantiga
É um pouco antiga,
Talvez lhe diga Como é você.

Você é
O Museu do Prado,
Você é
Meu supermercado;
É a melodia de uma sinfonia de Strauss,
É Copacabana,
Ode shakespeariana,
É Mickey Mouse;
Paraíso
Ou Torre de Pisa,
O sorriso Da Mona Lisa;
Sou um boy de banco, um cheque em branco, um réu,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

Você é
Men Mahatma Gandhi,
Você é
Um Napoleon Brandy;
Luz do sol que vai quando a noite cai na Espanha,
É uma boa ducha,

O cachê da Xuxa,

O melhor champanha;
É. um toque De Botticelli,
Hitchcock
Com Grace Kelly;
Sou só um galão do multifilão da Shell,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

Você é
O dry do Martini,
Você é Filme de Fellini;
É o novo som que nasceu de Tom jobim,
Gal, Caetano e Gil,
Oswald, "Pau Brasil",
É "Serafim";
Maradona
Driblando a zaga,
A sanfona
Do Luiz Gonzaga;
Sou só um Romeu que esqueceu o seu papel,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

Você é Minha Mata Hari,
Você é
LIFE de Pignatari;
É Noel que bisa em Vila Isabel,
E uma obra-prima,
É "Macunaíma",
É "Demoiselle";
Ezra Pound,
Gamelão de Bali,
É um round
Do Mohammed Ali;
Sou só uma bagana do havana do Fidel,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.


type="text/javascript">



Escrito por xico sá às 18h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




FESTA DE FIRMA, AMIGO SECRETO DA REPARTIÇÃO...

Chegou dezembro, hora da festa na repartição, hora do amigo secreto, hora da tertúlia na empresa, essas coisas.

Meninos e meninas, nos meus tantos anos de carteira assinada, já vi de tudo em festa de firma. É um capítulo à parte da nossa existência sob o domínio das 365 folhinhas do calendário.

Tão importante quanto a Missa do Galo.

Quase  um dia das Mães sem as nossas mães, ainda bem, ufa.

Um dia dos namorados sem  namorado(a)s por perto. A menos que vocês desrespeitem aquela verdade bíblica do pão e da carne _ onde se ganha o primeiro, não se desfruta do segundo, amém.

 Festa de firma. Tédio para uns, celebração dionisíaca para outros.

 Fim de ano, aquela animação, aquele queijo coalhado no juízo, nervos à flor da pele, a vida assim meio Roberto Carlos, meio Almodóvar, meio Nelson Rodrigues, enfim, a vida simples, brega como ela é, a vida sem mistificação ou assepsia, a vida que não lava as mãos à toa.

Alguém querendo bater no chefe que o humilhou o ano inteiro,  alguém querendo comer a gostosa do telemarketing _''vou estar te cantando para estar te conquistando... blábláblá..."

O cenário certo,  na graduação alcoólica certa, na boca-livre perfeita para um elemento cometer alguma desgraça ou crime de primeira página, seis colunas, manchete. Com direito a story-board.

Festa de firma.

Pequenas histórias acumuladas o ano inteiro. Alguém sempre jurado de morte.

Tanto no terreno amoroso como na violência física de fato, tentando tirar na base da ignorância a mais-valia de uma vida inteira.

O acerto de contas.

Todo cuidado é pouco, caros bebedores amadores, com a festa da firma.

Sério.

A melhor cena que vi foi numa farra do "Notícias Populares", o glorioso e sanguinolento "NP", de saudosa memória, que bateu as botas gutenberguianas como os presuntos que exibia em suas páginas.

Imaginem uma linda e desgostosa (com o marido canalha!) secretária.

Pensaram?

Terceira caipirinha. De alguma fruta exótica. Mulher adora uma novidade.

Música, maestro.

 Toca uma faixa capaz de fazer de uma madre superiora uma Madonna, capaz de fazer de qualquer entrevado um Elvis, um Elvis em Acapulco cantando na beira da piscina do Hilton Palace .

Toca algo assim como aquele "chabadabadá" da trilha de "Un Homme et Une Femme", filme das antigas, "Um Homem, uma Mulher", de Claude Lelouch, grande película.

Quarta caipirinha.

O chão é pouco para os passos da pecadora.

Ela sobe numa mesa.

Antes, beijara na boca, sem discriminação de classe, do diretor ao contínuo. Eu, um reles cronista folhetinesco daquele diário, também locupletei-me, claro, mas meio tímido, juro.

Quinta caipirinha.

A blusa não resistiu ao primeiro gole. O sutiã foi parar na cabeça do tiozionho do arquivo.

Sexta caipirinha acompanhada de uma cerveja mexicana: foi-se quase tudo. Belas saboneteiras, omoplatas geniais, observei.

Coube ao marido _a quem mais caberia?_, enquadrar a "vadia", como ele berrava sem economizar nas exclamações! Chegou para apanhá-la e acabou testemunhando o que não queria.

A festa acabou.

E agora, José, fica ai o alerta: não há inocentes em uma festa de firma. Numa festa de firma, o mais tímido e sonso dos mortais dubla Carmem Miranda e passa a mão na bunda do chefe, só pra quebrar a hierarquia pelo seu ponto mais, digamos assim, inviolável.   



Escrito por xico sá às 16h39
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 

Histórico
  17/06/2012 a 23/06/2012
  24/07/2011 a 30/07/2011
  19/12/2010 a 25/12/2010
  28/11/2010 a 04/12/2010
  21/11/2010 a 27/11/2010
  24/10/2010 a 30/10/2010
  17/10/2010 a 23/10/2010
  03/10/2010 a 09/10/2010
  26/09/2010 a 02/10/2010
  29/08/2010 a 04/09/2010
  22/08/2010 a 28/08/2010
  15/08/2010 a 21/08/2010
  08/08/2010 a 14/08/2010
  01/08/2010 a 07/08/2010
  11/07/2010 a 17/07/2010
  04/07/2010 a 10/07/2010
  20/06/2010 a 26/06/2010
  06/06/2010 a 12/06/2010
  30/05/2010 a 05/06/2010
  23/05/2010 a 29/05/2010
  16/05/2010 a 22/05/2010
  09/05/2010 a 15/05/2010
  02/05/2010 a 08/05/2010
  25/04/2010 a 01/05/2010
  11/04/2010 a 17/04/2010
  04/04/2010 a 10/04/2010
  28/03/2010 a 03/04/2010
  21/03/2010 a 27/03/2010
  07/03/2010 a 13/03/2010
  28/02/2010 a 06/03/2010
  21/02/2010 a 27/02/2010
  14/02/2010 a 20/02/2010
  07/02/2010 a 13/02/2010
  31/01/2010 a 06/02/2010
  24/01/2010 a 30/01/2010
  17/01/2010 a 23/01/2010
  13/12/2009 a 19/12/2009
  06/12/2009 a 12/12/2009
  29/11/2009 a 05/12/2009
  22/11/2009 a 28/11/2009
  15/11/2009 a 21/11/2009
  08/11/2009 a 14/11/2009
  01/11/2009 a 07/11/2009
  25/10/2009 a 31/10/2009
  18/10/2009 a 24/10/2009
  11/10/2009 a 17/10/2009
  04/10/2009 a 10/10/2009
  27/09/2009 a 03/10/2009
  20/09/2009 a 26/09/2009
  13/09/2009 a 19/09/2009
  06/09/2009 a 12/09/2009
  30/08/2009 a 05/09/2009
  23/08/2009 a 29/08/2009
  16/08/2009 a 22/08/2009
  09/08/2009 a 15/08/2009
  02/08/2009 a 08/08/2009
  26/07/2009 a 01/08/2009
  19/07/2009 a 25/07/2009
  12/07/2009 a 18/07/2009
  05/07/2009 a 11/07/2009
  28/06/2009 a 04/07/2009
  21/06/2009 a 27/06/2009
  14/06/2009 a 20/06/2009
  07/06/2009 a 13/06/2009
  31/05/2009 a 06/06/2009
  24/05/2009 a 30/05/2009
  17/05/2009 a 23/05/2009
  10/05/2009 a 16/05/2009
  03/05/2009 a 09/05/2009
  26/04/2009 a 02/05/2009
  19/04/2009 a 25/04/2009
  12/04/2009 a 18/04/2009
  05/04/2009 a 11/04/2009
  29/03/2009 a 04/04/2009
  22/03/2009 a 28/03/2009
  15/03/2009 a 21/03/2009
  08/03/2009 a 14/03/2009
  01/03/2009 a 07/03/2009
  22/02/2009 a 28/02/2009
  15/02/2009 a 21/02/2009
  08/02/2009 a 14/02/2009
  01/02/2009 a 07/02/2009
  25/01/2009 a 31/01/2009
  18/01/2009 a 24/01/2009
  11/01/2009 a 17/01/2009
  14/12/2008 a 20/12/2008
  07/12/2008 a 13/12/2008
  30/11/2008 a 06/12/2008
  23/11/2008 a 29/11/2008
  16/11/2008 a 22/11/2008
  09/11/2008 a 15/11/2008
  02/11/2008 a 08/11/2008
  26/10/2008 a 01/11/2008
  19/10/2008 a 25/10/2008
  12/10/2008 a 18/10/2008
  05/10/2008 a 11/10/2008
  28/09/2008 a 04/10/2008
  21/09/2008 a 27/09/2008
  14/09/2008 a 20/09/2008
  07/09/2008 a 13/09/2008
  31/08/2008 a 06/09/2008
  24/08/2008 a 30/08/2008
  17/08/2008 a 23/08/2008
  10/08/2008 a 16/08/2008
  03/08/2008 a 09/08/2008
  27/07/2008 a 02/08/2008
  20/07/2008 a 26/07/2008
  13/07/2008 a 19/07/2008
  06/07/2008 a 12/07/2008
  29/06/2008 a 05/07/2008
  22/06/2008 a 28/06/2008
  15/06/2008 a 21/06/2008
  08/06/2008 a 14/06/2008
  01/06/2008 a 07/06/2008
  25/05/2008 a 31/05/2008
  18/05/2008 a 24/05/2008
  11/05/2008 a 17/05/2008
  04/05/2008 a 10/05/2008
  27/04/2008 a 03/05/2008
  20/04/2008 a 26/04/2008
  13/04/2008 a 19/04/2008
  06/04/2008 a 12/04/2008
  30/03/2008 a 05/04/2008
  23/03/2008 a 29/03/2008
  16/03/2008 a 22/03/2008
  09/03/2008 a 15/03/2008
  02/03/2008 a 08/03/2008
  24/02/2008 a 01/03/2008
  17/02/2008 a 23/02/2008
  10/02/2008 a 16/02/2008
  03/02/2008 a 09/02/2008
  27/01/2008 a 02/02/2008
  20/01/2008 a 26/01/2008
  13/01/2008 a 19/01/2008
  06/01/2008 a 12/01/2008
  16/12/2007 a 22/12/2007
  09/12/2007 a 15/12/2007
  02/12/2007 a 08/12/2007
  25/11/2007 a 01/12/2007
  18/11/2007 a 24/11/2007
  11/11/2007 a 17/11/2007
  04/11/2007 a 10/11/2007
  28/10/2007 a 03/11/2007
  21/10/2007 a 27/10/2007
  14/10/2007 a 20/10/2007
  07/10/2007 a 13/10/2007
  30/09/2007 a 06/10/2007
  23/09/2007 a 29/09/2007
  16/09/2007 a 22/09/2007
  09/09/2007 a 15/09/2007
  02/09/2007 a 08/09/2007
  26/08/2007 a 01/09/2007
  19/08/2007 a 25/08/2007
  12/08/2007 a 18/08/2007
  05/08/2007 a 11/08/2007
  29/07/2007 a 04/08/2007
  22/07/2007 a 28/07/2007
  15/07/2007 a 21/07/2007
  08/07/2007 a 14/07/2007
  01/07/2007 a 07/07/2007
  24/06/2007 a 30/06/2007
  17/06/2007 a 23/06/2007
  10/06/2007 a 16/06/2007
  03/06/2007 a 09/06/2007
  27/05/2007 a 02/06/2007
  20/05/2007 a 26/05/2007
  13/05/2007 a 19/05/2007
  06/05/2007 a 12/05/2007
  29/04/2007 a 05/05/2007
  22/04/2007 a 28/04/2007
  15/04/2007 a 21/04/2007
  08/04/2007 a 14/04/2007
  01/04/2007 a 07/04/2007
  25/03/2007 a 31/03/2007
  18/03/2007 a 24/03/2007
  11/03/2007 a 17/03/2007
  04/03/2007 a 10/03/2007
  25/02/2007 a 03/03/2007
  18/02/2007 a 24/02/2007
  11/02/2007 a 17/02/2007
  04/02/2007 a 10/02/2007
  28/01/2007 a 03/02/2007
  21/01/2007 a 27/01/2007
  14/01/2007 a 20/01/2007
  07/01/2007 a 13/01/2007
  31/12/2006 a 06/01/2007
  17/12/2006 a 23/12/2006
  10/12/2006 a 16/12/2006
  03/12/2006 a 09/12/2006
  26/11/2006 a 02/12/2006
  19/11/2006 a 25/11/2006
  12/11/2006 a 18/11/2006
  05/11/2006 a 11/11/2006
  29/10/2006 a 04/11/2006
  22/10/2006 a 28/10/2006
  15/10/2006 a 21/10/2006
  08/10/2006 a 14/10/2006
  01/10/2006 a 07/10/2006
  24/09/2006 a 30/09/2006
  17/09/2006 a 23/09/2006
  10/09/2006 a 16/09/2006
  03/09/2006 a 09/09/2006
  27/08/2006 a 02/09/2006
  20/08/2006 a 26/08/2006
  13/08/2006 a 19/08/2006
  06/08/2006 a 12/08/2006
  30/07/2006 a 05/08/2006
  23/07/2006 a 29/07/2006
  16/07/2006 a 22/07/2006
  09/07/2006 a 15/07/2006
  02/07/2006 a 08/07/2006
  25/06/2006 a 01/07/2006
  18/06/2006 a 24/06/2006
  11/06/2006 a 17/06/2006
  04/06/2006 a 10/06/2006
  28/05/2006 a 03/06/2006
  21/05/2006 a 27/05/2006
  14/05/2006 a 20/05/2006
  07/05/2006 a 13/05/2006
  30/04/2006 a 06/05/2006
  23/04/2006 a 29/04/2006
  16/04/2006 a 22/04/2006
  09/04/2006 a 15/04/2006
  02/04/2006 a 08/04/2006
  26/03/2006 a 01/04/2006
  19/03/2006 a 25/03/2006
  12/03/2006 a 18/03/2006
  05/03/2006 a 11/03/2006
  26/02/2006 a 04/03/2006
  19/02/2006 a 25/02/2006
  12/02/2006 a 18/02/2006
  05/02/2006 a 11/02/2006
  29/01/2006 a 04/02/2006
  22/01/2006 a 28/01/2006
  15/01/2006 a 21/01/2006
  08/01/2006 a 14/01/2006
  01/01/2006 a 07/01/2006
  25/12/2005 a 31/12/2005
  18/12/2005 a 24/12/2005
  11/12/2005 a 17/12/2005
  04/12/2005 a 10/12/2005
  27/11/2005 a 03/12/2005
  20/11/2005 a 26/11/2005
  13/11/2005 a 19/11/2005
  06/11/2005 a 12/11/2005
  30/10/2005 a 05/11/2005
  23/10/2005 a 29/10/2005
  16/10/2005 a 22/10/2005
  09/10/2005 a 15/10/2005
  02/10/2005 a 08/10/2005
  25/09/2005 a 01/10/2005
  18/09/2005 a 24/09/2005
  11/09/2005 a 17/09/2005
  04/09/2005 a 10/09/2005
  28/08/2005 a 03/09/2005
  21/08/2005 a 27/08/2005
  14/08/2005 a 20/08/2005
  07/08/2005 a 13/08/2005
  31/07/2005 a 06/08/2005
  24/07/2005 a 30/07/2005
  17/07/2005 a 23/07/2005
  10/07/2005 a 16/07/2005
  03/07/2005 a 09/07/2005
  26/06/2005 a 02/07/2005
  19/06/2005 a 25/06/2005
  12/06/2005 a 18/06/2005
  05/06/2005 a 11/06/2005
  29/05/2005 a 04/06/2005
  22/05/2005 a 28/05/2005
  15/05/2005 a 21/05/2005
  08/05/2005 a 14/05/2005
  01/05/2005 a 07/05/2005
  24/04/2005 a 30/04/2005


Outros sites
  Editora do Bispo
  Blog da editora do bispo
  aurora boulevard, uma janela para o melhor da existência
  notasubmersas - mergulho en la isla encantada
  Sorte & Azar S/A
  La liga de la vesga y outros debujos incriibles
  balcan beat box & nikolai gogol bordelo
  Portunhol selvagem és mi pátria y mi lengua
  Doktor Estranho - pense!
  eraOdito, o homi, o mito, o kabrito, vale o escrito
  El Impostor y sus presídios de buelsillo
  jazz do interior by bombig
  sabe aquele cara do cheiro do ralo?
  scottlândia & otros darwinismos gauches
  Bortolotto, uiscão y raiban
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?