o carapuceiro



O AMOR ENTROU MUDO E SAIU CALADO

Um casal vive há 20 anos, na mais perfeita harmonia, sem trocar uma palavra. Nem um monossílabo, nem um pantim, nem um grunhido, nem um muxoxo, nem um arrulho, apenas o silêncio a lastrear o lindo amor dos pombinhos.

Talvez seja a fórmula do sucesso, o Santo Graal dos relacionamentos, a chave do mistério. Assim vivem João e Maria, como aqui batizamos camufladamente a parelha evitando o som e à fúria dos urubus plantonistas.

Meu primo Zé Humberto contou a bela história ali na calçada de Tica e Dison, sábios e queridos tios que também convivem com sabedoria e poucas palavras no discreto Sítio das Cobras, no mesmo município de Santana do Cariri adonde reina o casal mais calado do mundo.

João e Maria, meia dúzia de meninos, estão na faixa dos 65 de idade e deixaram de se falar por besteira e capricho. Certo dia, João a procurou, com teimosia e macheza, e Maria recusou-se a fazer os gostos sexuais do marido. Não estava a fim, pronto, queria ficar na dela.

O cabra voltou a insistir por mais cinco vezes nas semanas seguintes. A católica Maria, cansada de guerras e gravidezes, manteve-se na resistência. Com o orgulho de macho ferido, ele fechou a cara. Em pouquíssimo tempo descobriram o bem que fazia aquele silêncio, passaram a conviver sem discussões ou arengas, estavam a dois passos do paraíso na terra.

Com a economia de palavras, não inventam conflitos, não brigam por miudezas, não ferem e não são feridos com o mal que sai da boca do homem. Meu primo Zé Humberto, que visita aquele lar doce lar semanalmente para a venda de carne em domicílio, assegura: não há casal mais feliz nas redondezas.

Até mesmo quando estão em dúvida se compram um talho de contrafilé ou de costela, por exemplo, eles tocam de ouvido. Num simples olhar espatifam-se as dúvidas sobre o cimento da sala como em uma mágica.

Dias desses, o homem da carne flagrou João morrendo de saudade. Maria estava passeando em São Paulo. Ele morria por dentro de tanta falta. De gozação e chiste, o visitante sugeriu um telefonema, pelo menos umas duas, três unidades de crédito no orelhão da esquina. O marido saudoso até se benzeu para evitar a tentação da proposta.

João aprecia mesmo, na mirada certeira dos seus olhos semi-áridos, é olhar a sua mulher sem que ela perceba. Admirá-la dormindo, por exemplo, a extrema beleza da calada da noite. Fica horas neste exercício, relembrando o tempo em que estragavam o amor com palavras como tapurus que botam a perder as melhores goiabas.

João e Maria agoram contemplam a vida, ali nos ares da Chapada do Araripe, como um jovem casal de mãos dadas no silêncio escuro do cinema.



Escrito por xico sá às 21h35
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A ROSA AMALDIÇOADA DO REI ROBERTO

-Depois que peguei aquela rosa no show do Roberto -ela disse, já de pé, indo ao banheiro.

Era uma desconhecida, mas daquele tipo de mulher que nos dá a impressão de ter passado uma vida inteira ao nosso lado.

-Só pode ser maldição da rosa do Roberto -a senhorita ainda anônima volta do WC resmungando. -Só pode!

Por causa da zoada no botequim, ela fala aos berros no meu ouvido esquerdo:

-Eu sou de se jogar fora?, me diga, amigo!

-Não, de forma alguma, muito pelo contrario - respondo, sem carecer mentir, o que é raro nesse gênero de interpelação avulsa.

Não é de se jogar fora mesmo.

Tem covinha no sorriso. Resistir quem há de?

-Pois acredite, moço, desde o dia em que peguei a maldita rosa do Rei a vida tem sido um desmantelo só -ela conta, buscando fôlego lá no escondidinho d´alma penada.

Escuto pacientemente como um ouvidor-geral da boemia e da noite, um paciente ombudsman das criaturas que vagam sem rumo e de tantos outros barcos bêbados da madruga.

-A vida ficou mais feia que virada de Kombi, amigo! -ela ri, escondendo o sorriso com a mão esquerda, a do lado do coração, por uns instantes. -Rio para não chorar, se é que você me entende.

Não me chama de amigo à toa. Desde que arrastou a cadeira e pediu licença para sentar na mesa, parecia que éramos velhos conhecidos. Daqueles de chorar no ombro e tudo.

Entendo, amiga.

Pegou a danada da rosa em um show do Rei no ginásio Geraldão, no Recife, há um punhado de anos, no dia do seu vigésimo quinto aniversário, um quarto de século de convívio com a humanidade.

-Ainda na mesma semana do concerto perdi meu marido -ela desfia a tragédia. -Tudo bem que não era lá essas coisas, a bem dizer era um traste, mercadoria sem nota.

-Quer beber alguma coisa quente? -indago, todo-ouvidos para a sua história verdadeira.

Certo tipo de história forte não combinava nada com as espumas flutuantes da cerveja.

-Garçom, por favor, um campari, copo longo, muito gelo.

-Como eu ia dizendo ao senhor...

-O senhor está no céu, por favor, me trate por você mesmo -interrompi, típica freada de velho contra as palavras que nos trazem mais rugas no vento.

-Como estava contando, amigo...

-Garçom, vê também um uísque, o de sempre.

-Como estava contando, amigo, perdi o desalmado do homem que dormia comigo, mas tudo bem, até contei como uma ajuda da sorte - ela zomba mais uma vez da própria desgraça. -O miserável da costela-oca me pegou sorrindo para o cachorro do cambista (do jogo do bicho) e achou que a gente estava de amancebo, vê se pode uma calúnia dessas?

Depois de mais um rosário de infortúnios amorosos e uns quatro camparis no juízo, ela continua com a saga da rosa amaldiçoada do Rei Roberto:

-Ele (Roberto) não é todo cheio de manias, só veste azul e branco, todo supersticioso, pois passou todo azar desse mundo para aquela rosa, descarregou geral o mal-assombro -- insiste. -Eu logo vi, eu que nunca tive sorte em nada, nunca peguei um bouquet de noiva, e vem aquela rosa vermelha, linda, fresquinha, e cai direto no meu colo?!

E assim vimos o sol raiar iluminando aquele copázio vermelho de Marinês em uma esquina da rua Augusta. Marinês, sim, era o nome da moça da rosa. Acabara de chegar a São Paulo, vinda de Juazeiro do Norte, para onde mudou-se do Recife, e onde igualmente nunca mais teve sorte com homem. Para não dizer que nunca mais atraiu costelas, mesmo com os seus olhos de onça e o sorriso em covas, recebeu um tempestuoso pedido de casamento na rodoviária de Teófilo Otoni, de um cigano negociante de pedras preciosas.

-Quando a gente está apagadinha para a vida, nem uma mina inteira de diamante nos ilumina -disse ela, lágrimas derramando no campari.



Escrito por xico sá às 21h15
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NOSSOS PLANOS SÃO MUITO BONS -O RETORNO

MODOS DE MACHO

Nossos planos são muito bons, como na canção dos Doces Bárbaros, nossos planos são recicláveis, como os de mil novecentos e antigamente, nossos planos são os mesmos que se arrastam desde século seculorum, nossos planos são tão conhecidos, tão íntimos, eles nos acompanham há tanto tempo que viraram nossos amantes, nossos melhores amigos, nossos planos renascem a cada começo de ano como os nossos melhores cúmplices.

Nossos planos sabem que se os realizássemos todos a vida perderia a graça, seríamos perfeitos demais, estávamos todos magérrimos, malhados, gozando a saúde dos deuses ou dos imortais da Academia Brasileira de Letras, seríamos todos um bando de Davids Beckhans e Gisele Bündchens.

Nossos planos são muito bons, mas sinto muito por eles, coitados, mais uma vez não serão cumpridos na íntegra no ano da graça de 2009. Cumpriremos, no máximo, os 10% da humaníssima cota do possível, os 10% do garçom, justa medida.

Nossos planos são muitos bons e nunca foram atrapalhados por crise alguma. O que nossos planos enfrentam para valer é uma invencível guerra interna nos fracos juízos repletos de defeitos de fábrica.

Nossos planos são muito bons, mas, como sempre, ainda temos o benefício da dúvida, ainda temos a complacência e, se, por acaso, faltar alguma conversa fiada no estoque, botamos a culpa nos outros - nosso inferno mais próximo.

Nossos planos mal devoraram a ceia do Natal, nossos planos famintos, nossos planos eivados pela fome histórica de todos os semi-áridos e Jequitinhonhas, e lá estão nossos planos a dormir a mais preguiçosa das siestas espanholas.

Nossos planos estão dengosos, como nunca, para este 09 que já se arrasta, aproxima, nossos planos querem colo, nossos planos odeiam uma academia de ginástica, um cooper às cinco da manhã, uma dieta saudável.

Nossos planos não têm medo do colesterol e muito menos da gordura trans, nossos planos adoram uma costelinha de porco, como aquela que Maria fez no Paraíso, costelinha com cerveja preta, ah, nossos planos lamberam os beiços, mesmo não sabendo o que seríamos de nós dali a duas voltas do sol no eixo da existência.

Nossos planos não se desgastam à toa, não vivem de estresse, não andam de automóvel na cidade grande, nossos planos são eternos pedestres e adoram uma rede depois do almoço.

Nossos planos são do mato e ruminam um capinzinho entre os dentes manchados pelo cigarro brabo do tempo. Nossos planos se espreguiçam, estralando todas as juntas e costelas, quando ouvem falar outra vez de novos planos.

Nossos planos se enfileiram com novas contas no gigantesco colar das coisas não-feitas!

& MODINHAS DE FÊMEA

Perder quilos, malhar a barriga, fazer ioga, pilates e fechar a boca... Terminar aquele doutorado e ser mais sabida... Reabrir as matrículas, escrever um livro, fazer todos os cursos, mudar de casa, endoidar a cabeça... Ser a Barbarella de Roger Vadin ou a Vera Fischer no papel "Superfêmea", a incrível pornochanchada de ficção científica do tempo em que era gostoso o nosso cinema.

Livrar-se daquele traste, amar um bom homem, fazer uma viagem para bem looonge, ler Manuel Bandeira em uma cadeira de balanço arrodeada de meninos, como no sonho de Isabela Rocha, morena bela do Cordeiro, musa de  Caxangá, Várzea, Engenho do Meio e alhures.
Enfim, fazer coisas e mais coisas, e nunca fazer mal às moças.



Escrito por xico sá às 21h30
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