o carapuceiro



DOIS PARAGUAYS E UM UÍSQUE DUPLO COM EFRAIM MEDINA REYS

 

Agora que os livros didáticos da Secretaria de Educação de São Paulo reinventaram a geografia, brindando-nos com dois Paraguays, como uma mirada bêbada sobre o mapa de Latino América, reabro um viejo moleskine de viagens com uma modesta aventura por Asunción. Bamus nessa.   

 

Certa feita, numa tertúlia lítero-futebolística na Mercearia São Pedro, ali na cumeeira da vila Madalena, neste pueblo de san Pablo de Piratininga, o escriba colombiano Efraim Medina Reys, por graça e chiste, soltou essa: “O Paraguai não existe”. Realizávamos, na ocasião, uma espécie de Libertadores da América sem bola e sem pegação de macho em campo, uma Libertadores dionisíaca, pura diversão entre novos e velhos amigos na bodega que se tornou o grêmio das letras do Mercosul, Caribe y alhures até adonde alcança a vista estes mares possibles.

 

Desde aquele instante, uma idéia fixa grudou na alma cigana como um fiscal corrupto gruda num pobre sacoleiro sem galáxias: haberia de gastar mi portuñol numa visita a Assunción, por supuesto.  A tríplice fronteira, com direito a quedas d´águas e de pressão, por causa das belas moças –algumas inclusive com burcas fundamentalistas- já conhecia dos meus tempos de repórter de las investigaciones malditas. Investigaciones suicidas que já vão tarde, lead que me perguntava sempre “o que que eu sou, onde estou, como sou, fazendo o quê, seu idiota?” Donde lead, para quem, gracias a Diós, não é do ramo, vem a ser aquele princípio de texto das matérias jornalísticas chatas que explicam explicam e não dizem nada.

 

És que chega a grande oportunidade. O primeiro e informal encuentro del Portuñol Selvagem, que agora faz parte do calendário extra-oficial da Paraguaylândia. O encontro nasceu justamente no tempo em que o patenteador da nova língua, don Douglas Diegues, escriba brasileiro com madre paraguaya e longa vivência na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), rapay ali de Ponta Porá y arredores, iria lançar, um livro que tem dado o que falar em toda a América Latina: “Rocio” (editorial Jakembo), um baita idílio lírico-guarany-expressionista acerca da gostosa Rocío Núñez, a mais linda das mulheres, modelo internacional, já saída do Paraguay pós Castiñeras y Perlas otras.

 

Sim, o Efraim tem razão, o Paraguai é uma bela de uma ficção, diz o poeta e editor Cristino Bogado, responsável pelo lançamento do portuñol selvagem em Assunción. “Aqui o brasileiro tem que chegar sem pressa, rondar pela cidade, ir ate a beira do rio Paraguay, comer um peixe, andar sem o vexame de quem vai a Nova York”, completa El Domador de Jacarés, um lendário personagem que flana pela bela e inesperada noche da capital paraguaia.

 

Assunción é para caminhar devagar pela manhã, tomando um mate rejuvenescedor que se encontra a cada esquina, Assunción não é da agonia capitalista de tentar resolver a vida em segundos, lá, como na Madrid dos exploradores, se dormem belas siestas, o comércio fecha na hora do almoço, que progresso, que sabedoria, meu Deus, lá você chega e inventa um páis fictício longe dos preconceitos sem graça que os paraguaios foram vítimas desde que Brasil, Argentina e Uruguai inventaram de exterminar uma nação, na chamada grande Guerra  patrocinada pelo império inglês -jovens, ao google e outros programas de busca, pois. 

 

O Paraguay não é turismo babaca. Precisa dos seus olhos e do seu gasto de sapatos para ser reinventado a cada instante. Como todos os países do mundo, lá tem o melhor da vida em comida, bebida, escrita (Salve Roa Bastos y Kaneze) e arquitetura de palácios manchados por ditadores e lendas, mas ou você viajante inventa os lugares por onde anda ou melhor você ficar em casa dando voltas ao redor do próprio tédio.



Escrito por xico sá às 15h22
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A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS, MAS TORNEADAS

 

A mentira tem pernas curtas mas bem torneadas, como as de Lurdinha, por exemplo, minha prima e musa da lan house de Solidão, Pernambuco.

A mentira tem pernas curtas, mas é pra lá de sexy, usa um shortinho que só vendo, de parar a Rebouças, de fechar o comércio.

A mentira é só um modo menos doloroso de se editar a vida, um corte, uma linguagem, diz um amigo que não sai da sua gelada ilha de edição nem para ir ao banheiro.

Democrática, a mentira nasceu para todos como o sol dos trópicos.

Mente o católico e o evangélico também mente ao dizer que esse mal jamais sairia da sua boca. Mente o judeu, mente o árabe da Faixa de Gaza e só não mente o homem-bomba porque não volta para contar a história.

O macho mente, mas mente muito melhor a fêmea, ela tem a manha, o esmero, o escopo, a marcenaria da coisa, o dom de iludir como na canção de Noel & Vadico, a treta, o apuro, a língua, o domínio.  

De tanto abusarmos da moça de pernas curtas, nós, os marmanjos, banalizamos tal prática, nos entregamos pelo olho, pelos trejeitos, mesmo quando se trata da mentira mais sincera.

Se for jornalista o sujeito, nooossaa, só deixa de mentir quando artista morto, como na música de Fred 04.

É isso mesmo, até os melhores exemplares da raça masculina cometem as suas trapaças, dissimulações, subterfúgios, maquiagens na face da quase sempre insuportável realidade. Do presidente da corte superior ao trombadinha. A diferença é que uns ainda coram, enquanto outros nem se incomodam com as faces infestadas por cupins.

Todo esse nariz de cera, esse lero-lero da cumeeira dessa crônica, para dizer que folheei dia desses, na espera do dentista, “101 mentiras que os homens contam _e por que elas acreditam” (ed. Ediouro), da norte-americana Dory Hollander, um clássico da psicologia barata. Aliás, nem no dentista foi, o fato deu-se no consultório do homeopata, quer dizer, no analista...

Minto. Comprei mesmo o livro no sebo, por dever de ofício, e o devorei, olhos de traça. Que mentira que lorota boa, seu escriba de meia tigela, seu Zelig, que fica inventando desculpas para as leituras mais vagabundas.

Dane-se, comprei, li e gostei, pronto.

 Melhor assim. E quer saber, é um clássico da psicologia popular universal. Está para a fofoca de salão como “A Interpretação dos Sonhos” [by Freud] está para a psicanálise. São frases que podem ser ditas tanto em Manhattan como no sertão do Crato. Dona Hollander fez uma pesquisa séria, ouvindo muita gente, sobre nossas mentiras, nem sempre sinceras, e nossas piores promessas.

Vai de um inocente "estou cansado demais" a um irresponsável "eu te amo" _dito na hora errada à mulher errada, no lugar errado”. Começo, meio e fim e a nossa cuca ruim, como na canção do príncipe Ronnie Von.

Por que elas acreditam, entonce? A psicóloga arrisca respostas. Uma delas: as mulheres acham que ceticismo e romantismo não podem andar juntos, sob pena de estragar as coisas.

Dona Hollander nos separa em dois blocos: os perigosos e, digamos, aéticos, que abusam da mentira, que enganam por "esporte e lucro", de forma inescrupulosa como donos de bancos; os mentirosos ocasionais, que se mostram dissimulados sob pressão e desviam a realidade com pequenas lorotas, artifícios para se livrar da "fúria feminina" etc.

Nessa categoria estão também aqueles que poderíamos chamar de canalhas líricos, inocentes galanteadores como o Bertrand Morane do filme "O homem que amava as mulheres".

Seja qual for a sua classificação, a leitura  pode ser feita de forma séria e compenetrada, na linha auto-análise, ou apenas como um delicioso chiclete para a mente, ora. À guisa de tira-gosto, ficam ai algumas casquinhas e caldinhos das nossas melhores mentiras captadas pela autora:

"As únicas fantasias sexuais que tenho são com você".

"Você é maravilhosa, merece alguém melhor do que eu".

"Relaxe, é apenas uma amiga".

"Vou deixar minha mulher".

"O que me atrai em você é a sua mente".

"Não, não acho você gorda".

 



Escrito por xico sá às 00h09
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NÃO ME SIGA, NÃO SOU NOVELA

“Acordei, fui ao banheiro...”

E eu com isso, meu amigo, você diria, ai na sua moita existencial, nem ai para o que se passa na vida de seu ninguém.

“Dei a descarga...”

E daí, colega, não fez mais que o recomendável pela boa educação materna.

“Bebi um copo d´água...”

Peraí, meu rapaz, que diabos eu tenho a ver com isso? Sim, eu sei, ingerir o precioso líquido nas primeiras horas da manhã é um hábito saudável, mas entorne o seu copázio lá com as suas negas, não careço de tais notícias particularíssimas, vê se me erra, camarada.

Fosse pelo menos uma daquelas garrafas do velho Anísio Santiago, aí sim, até levaria uns torresmos, um marreco, um ponche, um capote para o banquete na taverna.

“Agora suco de laranja com torradas e queijo fresco, light, claro...”

Certo, amigo, você se cuida, seguramente vai morrer cheio de saúde –pense em um defunto rosado!-, mas não carece encher o saco dos outros.

E por ai segue a narração, tintim por tintim, de tudo que se passa na vida da tal criatura. Só não comunica das suas humaníssimas ventosidades intestinais e traques do gênero. O resto vale na miudeza cotidiana.

Eis o espírito da mais nova modinha da Internet, meu jovem, o tal do twitter, que você, novidadeiro por excelência, já deve ter enfadado de ouvir falar.

A moral desta rede de relacionamentos é o troca-troca de mensagens rápidas sobre o que cada um está fazendo a cada minuto. Uma leseira monstra com milhões de seguidores do mundo inteiro. De Nova York à lan house da pracinha de Solidão, Pernambuco; do Recife a Bodocó; de BH a Veredinha; de Fortaleza aos sertões dos Inhamuns.

Tal rebuliço virtual me faz lembrar um velho conselho, ainda em voga em algumas plagas: “Mata uma galinha gorda e chama ele/ela para conversar em tua casa”.

Era apropriado às ocasiões em que as pessoas se demoravam muito ao telefone ou conversavam, por exemplo, de um carro para outro, atrapalhando o tráfego. Conveniente também quando o freguês entretinha o balconista em uma animada prosa ou a mocinha contava a sua vida inteira para a outra mocinha do guichê de atendimento público.

Sim, amigo, a mania de fazer do simples e transparente gesto de beber um copo d´água manchete dos novos tempos já possui até um verbo abrasileirado: tuitar. Eu tuito, tu tuitas, ele tuita...

É muita perobice ou não é, meu velho?

Por via das dúvidas, fica valendo a lição preventiva da filosofia do antigo pára-choque: “Não me siga, eu não sou novela.” E tenho dito.



Escrito por xico sá às 22h38
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