o carapuceiro



O MILAGROSO PAU DE SANTO ANTÔNIO

As coroas largam seus caritós e vão pegar no pau de Santo Antônio, as Lolas também brincam em cima do tronco, as desenganadas fazem um chá da casca, os homens seguem os poetas Josélio, negão Wilson e o barco de cachaça, os ecologicamente corretos protestam –não contra a festa do santo, mas contra a derrubada da árvore gigante, arre palavra, aroeira, arre, Ibama na área-, o vigário desfia os seus contos e enterra os seus níqueis na botija, a rádio Salamanca toca Eleonor Rigby dos Beatles, o arroz jogado nas noivas rende um banquete aos mendigos, o pau do santo é milagreiro, quem pega casa mesmo, todo cuidado é pouco para um lobo solitário, o santo passa no andor muito sorridente, bochechas coradas de tanto paparico, ô mamãe ô que calor, ô mamãe ô que calor, calor calor na bacurinha, as coroas com fogo nas entranhas, meu Santo Antoniozinho, nos dai hoje um velho tarado e aposentado, fazei subir nossa pressão atmosférica,  Barbalha acordou manhosa, Barbalha barbarela, o pau de Santo Antônio nunca foi tão casanovístico, teso, grosso, imenso, rosa, valhei-me meu padroeiro, as coroas gozam só de vê-lo, é festa, pá, bendita efeméride e ninguém sabe direito onde começa o sagrado e muito menos adonde o profano acaba com a gente.  



Escrito por xico sá às 15h13
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CARTA ABERTA AO REI ROBERTO *

E/ou Educação Sentimental do Macho Popular Brasileiro

 

Amigo Roberto, antes de tudo agradeço a oportunidade de te escrever esta carta, aberta como um coração de um homem que sempre amou e sofreu em público, daqueles que marejam os olhos com uma canção pensando nela, mesmo a mais ingrata das crias das nossas costelas, mesmo uma mulher tão errada quanto aquela tua matemática do dois e dois são cinco.

Um homem que faz de todo amor um escândalo, amigo Roberto, seja bem ou mal-sucedido o amor em jogo, afinal de contas quem disse que pode haver amor guardado apenas para si e pronto?

Para mim, Roberto, o amor é a coisa mais pública, que se diz no balcão, que se chora no ombro do amigo, que se põe anúncio no rádio, que se derrama em chuvas de flores de helicóptero, que faz a gente se achar um daqueles caras sofridos de cinema americano, que faz a gente cantar “el dia en que me quieras” na chuva, em lágrimas, parando em cada orelhão público para ouvir a queda das fichas telefônicas comidas pela garganta  do silêncio da linha do outro lado, como me acontecia antes dos aparelhos móveis.

Amor de verdade, amigo Roberto, a gente fala, agente conta até para o cachorro, aquele que nos sorri latindo, que tanto nos serve de analista na emergência do desabafo.

Amor tem que ser dito bem alto para qualquer passante, como se fosse tua involuntária canção que toca no rádio do táxi.

Falar nisso, Roberto, já reparaste que toda vida que estamos fodidos de amor, lascados como maxixe em cruz, toda música tua, até mesmo aquela que ouvimos sem querer no fanhoso alto-falante da festa do padroeiro de Aratama,  é como se fosse nossa biografia precoce ou nosso horóscopo daquele dia, daquela semana, daquela quinzena?

Quando chorei pela primeira vez com uma música tua, e do Erasmo, claro, foi no Natal de 1974,  e vou te contar, nem era música de amor por moça, nem queria comer ninguém (ainda), foi aquela do milhão de amigos, mas quando falas da possibilidade do choro do irmão e do querer estar por perto. Naquele tempo tive a primeira noção de perda e dor de um homem: o tio Nelson, teu maior fã nessa terra, se fora precocemente aos trinta e poucos.

Durante todo o ano chorei ao ouvir aquela canção, mas o que era muito triste foi abrindo o céu fechado, “sem abrigo a dor”,  e era como o visse dizendo assim, lá pelas tantas, em sonhos, “quando sair o disco novo do Roberto canta dai para mim, meu rapaz?”

Poxa, ela não gostava daquela tristeza, Roberto, aí chegaste com uma perfeita para eu pensar que ele estava mesmo a ouvir as coisas terrenas, mas na buena: “Além do horizonte deve ter um lugar bonito pra viver em paz...”  Fui para o meio de uma descampado, em cima de um murundu, um deserto de tudo nordestino, alí onde havia chorado cacimbas, e cantei bem do alto, desta feita sem choro, com uma coragem que só tu vendo, disposto para enfrentar todas as futuras perdas, como se isso fosse possível.

 

*

 

Depois, amigo, corta do Cariri para o Recife, aí já adulto recebo, pelo rádio, a mais importante lição do Roberto, professor titular de educação sentimental do homem brasileiro, simples como um prato de arroz, feijão, bife: “O amor está sempre na moda”.

Falou e disse!

Foi em uma canção dos anos 1980, quando as declarações amorosas andavam um tanto em baixa, quando uma certa modernidade e frieza tomavam conta do mundo, quando começávamos a perder de vez o cavalheirismo, quando já esquecíamos a possibilidade de unir testosterona, pegada e delicadeza...

Foi justamente no perigo dessa hora, que tu cantaste, disco da safra 83, um dos mais importantes manifestos para alertar-nos sobre burrice que imperava:

“Olha, tudo é questão de momento

Homem que tem sentimento

Briga por tudo que quer

Ama, independente da moda

Macho, mas não se incomoda

De ser um doce com sua mulher.”

E assim em todas as nossas crises, és o cara que conversa com a gente, que manda os plás, os recados, és aquele cara, ombro amigo, que nos conforta nas dores do chifre e na tremelica nos orienta, nos mostra o rumo qual um Humphrey Bogart ensinando truques a um abestalhado Woody Allen (“Sonhos de um sedutor”, o filme).

Roberto, mostraste a nós todos, até à mais bruta das criaturas, que tratar bem a pequena jamais será uma fraqueza, muito pelo contrário, isso é que é ser homem completo, os 12 trabalhos de Hércules, a beleza do encontro, barro, andaime e reboco das nossas costelas.

Por isso que bradaste, escutas só, te lembras dessa?:

Mas o amor está sempre na moda

Não me deixam mentir os casais

Pelos cantos escuros das ruas

E entre quatro paredes bem mais”.

 

Sim, amigo, numa canção que nem dão muito por ela, nem virou clássico, mataste a pau, antes mesmo do debate dessa parada do macho perdido de hoje, sacas?

Nossa Senhora, o título da música já diz tudo: “O amor é a moda”.

Que lição de vida, como se perder com tal bússola?

Aquela estrela é dela, vida vento leva-me daqui, como é lindo quando cantavas a dos meninos do Ceará, lembras?

Mais lindo ainda quando cantou as fofinhas, as macias, as de óculos, tens a manha da isonomia anatômica, bem sei que não se trata de média, nós pegamos todas, desde que seja com a mínima moral amorosa, além, muito além dos botões da blusa.

Sim, me diga aí amigo meu, se tudo que a gente gosta é ilegal é imoral ou engorda?

Agora mesmo, sabe, cara, todas as vezes, sabe aquela moça que sempre passa e não nos vê... Os dias passam correndo... Preciso dar um jeito de chamar a atenção da desalmada, que tu achas, se ele nem liga para minha existência?

Que jeito, amigo, para chamar a atenção da sujeita?

Sim, o meu melhor sorriso eu dei, segui o teu conselho, não adianta, só me falta ficar nu pra chamar sua atenção, mas tu sabes, amigo, anatomicamente não sou lá essas coisas todas, o que se faz nessas horas?

Chega de te encher o saco, amigo Roberto, parabéns pelos 50 anos de educação sentimental do macho brasileiro e desculpa pelo desabafo, e o resto é a rotina do dia-a-dia que está mudando tudo lentamente, mas estamos firmes, como machos, antigos ou modernos, que não deixam nunca o amor sair de moda, por supuesto.

 

*crônica publicada na revista RC EMOÇÕES, a revista comemorativa do cinquentenário do cara.

 



Escrito por xico sá às 00h18
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O CASO DA VIUVA DE JABOTICABAL

Entre as minhas tantas costuras para fora, uma, em especial, me encanta: a de conselheiro sentimental. Talvez herança da minha mãe. Ouvia moças e mais moças que passavam naquela beira de estrada rumo a Nova Olinda e Crato. Eu ficava só ali, na botuca, pegando a manha, o que me renderia o primeiro estágio no rádio, em Juazeiro, no programa Temas de Amor, no qual escrevia –mesmo sem conhecer o que seria uma mulher- as dicas para chicas abandonadas ou cheias de dúvidas. Depois ocupei a mesma função com o pseudônimo de Miss Corações Solitários (batismo roubado do livro do escriba Nathanael West) em sites e periódicos. Nos últimos anos, a experiência se repetiu na revista feminina UMA e em um blog temporário da revista Trip.

 

Por causa dessa ficha corrida, sempre me mandam, até hoje, cartas e emails com alguma demanda amorosa. Não estava respondendo publicamente às consultas, mas como Eliete faz questão de tornar explícita a sua dúvida, deixamos ai aberta aos leitores.


Xico, sou viúva e tenho um pretendente em outra cidade. Sou pobre e ele rico. Ambos temos filhos.Você acha que largo tudo e caso com ele ou desisto desse amor? Muito obrigada. Um abraço afetuoso, Eliete, Jaboticabal, São Paulo

 

Prezada Eliete, desistir qual o quê, encantadora senhora! Se achas que é amor por que fugir à luta? Por que o dito sr. mora em outra cidade? Quando é amor, criatura, vale se mudar com mala e cuia até para Tegucigalpa, o que não deve ser o caso –imagino que mores na mesma região do pretendido homem maduro. Mas o que você vais largar, criatura? Filhos? Se eles já tiverem grandinhos, não há motivo para mascar o jiló cristão da culpa. Que faças tua vida, serás compreendida pelos garotos. Até porque eles não terão cerimônia alguma em mais adiante, naturalmente, deixar a mãezinha querida e seguir a merecida vida deles, casarem, terem também os seus rebentos etc etc.

 

Amiga consulente, por que tu achas que a riqueza do sr. pretendente pode atrapalhar vossa vida amorosa e de convivência?  Não careces dar ouvidos a estranhos comentários, que, por maldade, insinuam algum interesse teu na fortuna dele. Se ele diz que ama, por que temê-lo? Temos que correr de quem vive afundado em um poço de dúvidas, da turma do “estou confuso”, da turma do “oncotô, quêque-eu-sou, oncovô” etc.

 

Mira, encantadora Eliete, a gente não pode desperdiçar certas oportunidades na vida, sob pena de arrependimentos e rancores futuros que ficam dependurados no trapézio do cocoruto até o fim dos dias. Meio amor não é amor, como nos lembra o titio Nelson, mas se sente que é amor inteiro, segura na mão de Deus e vai, sem medo. Te juega, criatura. Beijo, com o carinho de sempre, XS



Escrito por xico sá às 18h33
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PERTO É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE

ou Breve manifesto brego-piegas antes do macarrão domingueiro  

Tudo bem, tem dia que a gente acorda meio velho patético, fazer o quê, vamos em frente, e a queixa senil da semana, a blasfêmia que divido com vocês é mais ou menos a seguinte: a capacidade que as pessoas têm no momento de se comoverem com as coisas ou personagens lá de longe, bem distantes mesmo, e a injeção de anestesia que tomam para as coisas e os personagens bem de perto, ali na esquina, na porta de casa, as Susan Boyle que existem em cada rua, em cada povoado, em cada sítio, em cada vila, usina, engenho, montanha.

Não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia e nem no algo mais, como diria o meu amigo  Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, porém,  meu velho, é muito fácil, moleza, safadeza, quase crocodilagem, chorar e prestar apoio virtual somente para o que está a milhares de léguas de nós. Há uma Susan Boyle, para voltar à modesta e simpática senhorinha inglesa, em cada quintal, em cada meia-água, em cada beco, em cada província.

Sim, traço o meu torresmo populista em público e cobro com o megafone das dores mais antigas: por que ninguém ampara mais o epilético que se debate na Conde da Boa Vista, na Afonso Penna, na Praça do Ferreira, na avenida Ipiranga, na beira do Guaíba, na praia de Iracema, no calçadão de Copacabana?

Todo mundo chora e se comove com as vítimas de bem longe e dá bananas, na República apropriada, para as Susan Boyles locais. Assim é fácil, amigo, quero ver sentir e amparar as dores a 50 metros de casa.

Sim, os personagens das dores mais próximas são todos picaretas, enganadores, querem apenas o seu dinheiro, são ladrões travestidos, gatunos em trapos, não prestam etc etc. Você, amigo, adora se comover mesmo é com as lágrimas expostas nas correntes do youtube ou no Fantástico.

Nunca foi tão fácil o choro. Quero ver é chorar pelo pai-de-família perdido no álcool debaixo do viaduto, que conta apenas com o vira-lata como divã das dores de todos os infernos possíveis. Tudo bem, tranque o vidro do carro e vá chorar em casa pela Susan Boyle, até entendo, é bem mais cômodo. Você tem que chorar por alguma dor nesse mundo e a senhorinha inglesa, explorada até o tutano pelo show de horrores, é apenas a vítima da hora.

Nunca foi tão fácil, com ou sem tragédias, comover-se pelas coisas ou personagens de bem longe. Isso não é feio, é bonito, nunca as nossas glândulas foram tão globalizadas. Seria mais lindo ainda se não estivéssemos, como jamais nessa vida, tão frios e anestesiados para os que desmaiam ou morrem na nossa frente. Nunca estivemos tão fracos no nosso próprio terreiro. Com licença da palavra, estamos uns merdas para os que sofrem ao nosso lado.



Escrito por xico sá às 10h14
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