o carapuceiro



CARAPUÇAS PARA TIPINHOS DE HOMENS CONTEMPORÂNEOS

Tudo bem, bravas fêmeas, os homens são todos iguais, blábláblá etc.

Alguns, no entanto, são bem mais perigosos que os outros. Em mais um serviço de utilidade pública, este cronista de costumes volta a exibir os tipinhos contemporâneos da mais alta periculosidade.

Muito prazer, Homem-bouquet. Sim, é aquele macho que entende de vinhos finos, abre a garrafa, cheira a rolha, balança na taça, sente o bouquet da bebida dos deuses.  O tipinho faz mil cursos, não perde um programa especializado na tevê, entra em sites franceses do gênero, reúne os amigos para encher o saco com o tal bouquet, o sabor e o aroma amadeirado etc.

Mais uma advertência: o mesmo elemento costuma apreciar também o que ele chama de  “um bom jazz”, uma “MPB de qualidade”... Corra, Lola, corra de criaturas desse naipe. Esse camarada é frutado!

Homem que entende e gosta mesmo de vinho não sai arrotando conhecimentos por ai, simplesmente aprecia e faz a sua companhia apreciar sem arrogância ou jequice alguma.

Mesmo as heroínas que conseguem escapar do “In vino picaretas” dificilmente escaparão da arapuca do inominável e desqualificado Homem-hortinha. Trata-se do distinto mancebo que, ao receber as moças elegantemente para um jantar, usa o manjericão cultivado na própria hortinha que mantém no quintal ou na área de serviço. Cultivar o próprio manjericão não é exatamente o defeito do rapaz. O problema é que ele passa duas horas a discorrer sobre o cultivo da hortinha, os cuidados, o zelo, samba de um tempero só, degustação ao pé do saco.

Uma amiga, Ty, coitada, conheceu um destes exemplares que cultivava até a própria minhoca usado como “fator adubante” da própria hortinha.  Corra, Lola, corra, corra mesmo, corra léguas, eis um tipo irrecuperável.

Com o Homem-Ômega 3 não carecemos  cozinhar tanto o juízo, não representa lá, sejamos generosos, grandes dramas para a humanidade. É simplesmente um sujeito doente, com alguma cota de paranóia, que tenta pregar a causa da vida saudável, como se isso fosse pelos menos 10% possível. Preocupado em  combater os radicais livres, o elemento enche imoderamente o saco dos que enchem a cara. É o tipo do macho que costuma morrer cedo, mas cheio de saúde, uma beleza, com todas as células empenhadíssimas em retardar o envelhecimento.

Todo politicamente correto, benza-te Deus, o Homem-ONG, ou homus-oenegê, é o que há de mais maçante nesse mundão sem porteira. Adora um abaixo-assinado, uma passeata, põe nariz de palhaço a cada cinco linhas que lê do noticiário e está sempre morto de decepcionado com o governo, qualquer governo, mesmo que a sua entidade não-governamental encha as burras, lave a égua no brejal mais público. Sim, ele acredita na humanidade, na responsabilidade social, no terceiro setor, na arte como redenção dos pobres... Se você reparar, leitora do meu coração, ele quase levita, de tão puro, de tão bom. Some, Lola, some que é roubada-mor.



Escrito por xico sá às 14h22
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DO AMOR ILHADO DE AMOR OU CONTA OUTRA, VELHO JIM JARMUSCH

 

 

Estávamos em paraty, lembra, meu amor?, e, uma vez cumprida a obrigação lítero-guntenberguiana-boêmia-picareta-cachacística da Flip, buscamos um barco para fugir, de ressaca, para uma ilha, quando o moço triste nos arrastou mar-adentro, tão lentos o motor e o rapaz, seguimos nada esperávamos a não ser trocar umas palavras novas como são os vocábulos inaugurais do amor sobre as águas repisadas pelos moços dos sertões e pelas mais lindas mineiras.

 

O moço triste nos contou tb uma história de amor sem sentido, como a nossa.

 

Passamos pelas ilhas dos milionários idiotas e eu gastei uns impropérios liricamente comunistas...

 

Passamos por um navio que lembrava uma favela romântica ou um navio igualmente milionário lindamente saqueado por piratas profissas.

 

Sim, amor, era Paraty, seguimos e o moço com cara de filme de Jim Jarmusch nos ancourou em um quintal de família. Parou o barco e achava que estávamos no paraíso. Nada havia lá de tão bom assim que já não esperássemos nos nossos coraçõezinhos superbonders & aralditosamente colados. Até as crianças eram chatas e não bebiam sangria como los niños de Espana. Nada para vender ou comprar, baby, nada mesmo, só uma areinha de nada, cinco metros se muito, e uma família triste, tão triste que nem havia um gordo feliz e sequer um radinho deixado por R. Crusoé ao pé de uma bananeira artificial.

 

O moço do barco dormiu (no barco) e silenciosamente lesou de boa na proa. Eu estava tão feliz que nem notei nada disso. Se não fosse a companhia de uma linda mulher sequer havia notado que segue a vida e muito menos que vida ali havia. Só a beleza cutuca um homem de modo a acordá-lo para Jesus. Levanta-te e anda!

 

Paramos depois numa ilha-bar, povo já indo embora, mas sol pedindo saideira e vocábulos de corações lesados.

 

Nem mais lembro o que meu amorzinho falava àquela altura.

 

O moço do barco contava uma história parecida. Lentamente dizia que nada lhe faltava quando inventava histórias de amor como essa. Mostrou a luz da sua mulherzinha ao longe como quem mostra o farol da existência na mão trocada, afinal de contas é o faroleiro quem deve mostrar o rumo das coisas ao barqueiro.

 

Sua mulherzinha bem longe, ele rezava a reza de quem vai chegar em casa e pegá-la de jeito. O moço falava uma língua meio jamurschiana mesmo, assim perdido no paraíso. Minha mulher ao cair da noite foi ficando cada vez mais incrível, o moço chegou, pegou seu dinheiro e foi para casa. Até adonde deu na vista, feliz.

 

(copiado dos garranchos do caderno amarelo do amor de muito, paraty, julho do ano da graça de 2008). 



Escrito por xico sá às 07h22
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A ARTE DE JOGAR CONVERSA FORA

 Ainda comovido com a leitura de “Chá das Cinco com Aristóteles” (Lacerda Editora, Rio, 1999, disponível nos bons sebos do ramo), O Carapuça deixa as suas dicas sobre a arte da conversa em mesa de bar, tablados praieiros, sombreros praianos e alhures. Sem cerimônia, fizemos um reearanjo para os dias que correm, a levar em conta a realidade dos Tristes Trópicos e um punhado de sugestões do velho dândi Oscar Wilde.

O.W. escreveu artigo sobre o tema em crítica ao livro “The principles of the Art of Conversation: A Social Essay”, de um tal de J.P. Mahaffy, publicado em 1887 na Inglaterra.

Como a arte da boa conversa está cada vez mais em baixa - e é tão necessária como o silêncio elegante em uma pista ou salão de danças -, prometemos, a partir desse número, um madureza ginasial completo sobre o tema. É triste a ausência de prosa ou o bodejar inoportuno de certos senhores - só às grandes mulheres é permitido uma prosódia marcada por elipses preguiçosas (intervalos para cafunés) ou até mesmo o sábio silêncio, quando metidas em náusea ou tédio bem particulares.

“A este falta café”. Assim os espanhóis do tempo de Mariano José de Larra (o maior articulista de costumbres de Espanha, escriba do século XIX) reclamavam dos ruins de papo, atribuindo a culpa à ausência do hábito de frequentar rodas de bares e cafés de Madri. É realmente na cachaça, entre os amigos ou adversários cordiais, que adquirimos tal arte. Ao nosso pequeno manual, pois.

1) Um ligeiro gaguejar pode até oferecer um entusiasmo peculiar à conversa, ampliando o suspense nas suas boas palavras.

2) Nada pode ser mais irritante do que um pesquisador que diz o tempo todo: “Exatamente!, exatamente!!”

3) Nunca diga “não tenho nada contra isso, mas...” Adversativa imperdoável.

4) Nunca diga “no meu tempo...”

5) Nunca termine uma sentença com um inescrupuloso “você não acha?”

6) Evite o samba-exaltação na linha “encantador, encantador!”. Murmúrio de pseudo-artista.

7) Nunca seja escrupolosamente sincero ao ponto de questionar cada fato e corrigir qualquer impropriedade.

8) O mentiroso de qualquer espécie sabe que a recreação, e não a instrução, é a alma da conversa e acaba sendo muito mais civilizado do que o cabeça-dura que fica alardeando sua desconfiança em relação a uma história que é contada apenas para entreter a platéia.

9) Nelson Rodrigues e outras usinas de boas frases. Citações ad infinitum, evitemos, pois. Prefira o naturalismo-realista e conte histórias ou situações do seu próprio cunhado safado, da sobrinha tentadora, da vizinha do 704 etc.

10) Não conte filmes.

11) Muito menos sonhos. Interpretá-los em público, nem pensar, senhoras e senhores.

12) Não demonstre o seu cabacismo tecnológico, de modo a exaltar qualquer nova geringonça ou novidadismo do gênero.

13) Prefira a superfície bem fundamentada ao obscurantismo das teses ditas profundas -nota de rodapé em mesa de botequim é um desperdício.

14) Em caso de desconhecidos na mesa, não faça a maldita pergunta "o que você faz" logo nos primeiros goles;

15) Nunca se exalte demais diante de uma mulher bonita e gostosa ao ponto de querer discutir Faulkner com ela nos primeiros cinco minutos de conversa.

(continua...)



Escrito por xico sá às 10h12
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